quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Jesus, o Servo Sofredor

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer...” 
Isaías 53.3.
O profeta Isaías, setecentos anos antes do nascimento de Jesus, profetizou o seu sofrimento na cruz, mostrando que ele era desprezado e o mais rejeitado entre os homens. Seu semblante foi desfigurado, seu corpo foi ferido, sua barba foi arrancada, seu rosto foi cuspido e em sua fronte enterraram uma coroa de espinhos. O servo sofredor foi homem de dores, experimentado no sofrimento. Sua dor foi moral e física. Sua rejeição foi plena.
Foi rejeitado pelo seu povo, pois veio para os seus, mas os seus não o receberam. Foi rejeitado pelos religiosos de sua época, que lhe chamaram de blasfemo, beberrão e endemoninhado. Foi rejeitado pelas autoridades romanas, pois Herodes, o Grande, quis matá-lo na infância, Herodes Antipas escarneceu dele em seu julgamento e Pilatos condenou-o à morte de cruz.
Foi rejeitado pelas autoridades judaicas. O sinédrio forjou testemunhas falsas para acusá-lo de blasfêmia e conspiração contra Roma. Foi rejeitado pelos apóstolos. Judas o traiu, Pedro o negou e os demais o abandonaram e fugiram. Foi rejeitado pelo próprio Pai. Quando Deus lançou sobre ele as nossas iniquidades, ele sentiu o desamparo de Deus e gritou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Oh, ele foi desamparado para sermos salvos! Que sublime amor!

Referência para leitura: Isaías 53.1-12

Extraído do livreto Cada Dia 05/12/16

Jesus, o Amado do Pai

E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu filho amado em quem me comprazo”
 Mateus 3.17.
Jesus é o Filho de Deus que veio ao mundo. Ele desceu do céu e despojou-se de sua glória. Sendo transcendente, vestiu pele humana. Sendo eterno, nasceu no tempo. Sendo glorioso, nasceu numa estrebaria. Sendo o dono do mundo, trabalhou numa humilde carpintaria. Sendo rejeitado pelos homens, foi o amado do Pai. No rio Jordão, enquanto orava em seu batismo, o céu se abriu, o Espírito Santo desceu sobre ele e o Pai falou: “Tu és o meu Filho amado, em ti me comprazo” (Lc 3.22).
Em seu batismo, três verdades são destacadas. A primeira delas é sua identificação com os pecadores. Ele não tinha pecado para se arrepender, mas porque se identificou com os pecadores, a quem veio salvar, recebeu o batismo de arrependimento. 
A segunda verdade é sua aprovação. O Pai encontrou em seu Filho todo o seu deleite e prazer. Jesus é o deleite do Pai e o Pai é o prazer de Jesus.
A terceira e última verdade é sua capacitação. Jesus foi revestido com o poder do Espírito Santo para fazer a sua obra. Mesmo sendo o homem perfeito, não abriu mão da plenitude do Espírito Santo. Mesmo sendo o Filho de Deus não abdicou do revestimento de poder. É nesse contexto que o Pai proclama desde o céu que Jesus é o seu Filho amado, o seu maior prazer, aquele com quem desfruta de comunhão plena desde a eternidade.

Referência para leitura: Lucas 3.21,22

Extraído do livreto Cada Dia 04/12/16

Jesus, o Homem Perfeito


E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”
 Lucas 2.52.Jesus foi perfeitamente homem sem deixar de ser verdadeiramente Deus. Foi em tudo semelhante a nós, exceto no pecado. O texto acima fala de seu crescimento em três áreas. Primeiro, ele cresceu fisicamente, pois crescia em estatura. Foi um bebê, uma criança, um jovem, um homem. Ao nascer foi enfaixado em panos. Quando criança foi levado ao Egito. Como jovem estava entre os doutores no templo. Como homem trabalhou na carpintaria, realizou seu ministério e morreu na cruz em nosso lugar.Segundo, ele cresceu intelectual e moralmente, pois cresceu em sabedoria. Ele olhava para a vida com os olhos do Pai. Jamais contrariou a vontade do Pai. Não apenas conhecia com clareza as coisas mais complexas da vida, mas usava corretamente o conhecimento para os fins mais sublimes.Terceiro, ele cresceu espiritualmente, pois crescia em graça. Como homem Jesus foi comprometido com a oração e com a palavra. Viveu de forma santa e ensinou com autoridade. Fez milagres portentosos e pregou com poder. Suas obras eram avalistas de suas palavras. Seu crescimento foi perfeito, tanto no aspecto vertical, diante de Deus, como no aspecto horizontal, diante dos homens. Ele cresceu física, mental e espiritualmente. Cresceu em estatura, sabedoria e graça. Ele foi o homem perfeito!                                                  Referência para leitura: Lucas 2.41-52


Extraído do livreto Cada Dia 03/12/16

Jesus, o Filho do Altíssimo

Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai”
 Lucas 1.32.
Jesus, o filho de Maria é, também, o Filho de Deus, o Filho do Altíssimo. Ele foi concebido por obra do Espírito Santo. Não herdou o pecado original nem jamais cometeu qualquer transgressão. Dolo nenhum se achou em sua boca. Jesus é Deus de Deus, luz de luz, coigual, coeterno e consubstancial com o Pai. Ele não foi criado; é o criador de todas as coisas. Não passou a existir; é o Pai da eternidade. Sempre desfrutou de glória eterna com o Pai antes mesmo da fundação do mundo.
Na plenitude dos tempos, porém, veio ao mundo, nasceu de mulher, nasceu sob a lei, para salvar o seu povo de seus pecados. Aquele menino, enfaixado em panos e deitado na manjedoura, era o próprio Deus encarnado, o eterno Filho de Deus. O Natal, portanto, nos fala do maior de todos os acontecimentos: Deus entrou em nossa história, se fez um de nós, habitou entre nós e manifestou a nós a glória do Pai.
Ele é a imagem do Deus invisível, o resplendor da glória e a expressão exata do seu ser. Jesus tem os mesmos atributos de Deus e realizou as mesmas obras. Ele se declarou Filho de Deus e foi adorado como Deus. Jesus é perfeitamente homem e perfeitamente Deus. Não perdeu sua divindade ao se fazer homem nem perdeu sua humanidade por ser eternamente Deus. Oh, sublime mistério, o mistério do Natal!

Referência para leitura: Lucas 1.32-38


Extraído do livreto Cada Dia 02/12/16

Jesus, o Filho de Maria

Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus”
 Lucas 1.31.
O anjo Gabriel foi enviado da parte de Deus, à cidade de Nazaré, para comunicar à jovem Maria, que ela seria a mãe do Salvador. O anjo saudou-a, declarando que ela deveria alegrar-se, pois era muito favorecida e o Senhor era com ela. Em face do seu temor, diante dessa aparição angelical, Gabriel a encoraja, informando-lhe que ela daria à luz um filho, cujo nome seria Jesus, o Filho do Altíssimo, o herdeiro do trono de Davi, cujo reinado jamais teria fim.
Maria, interroga ao anjo acerca do modo como essas coisas aconteceriam. Ele explica a ela que o Espírito Santo desceria sobre ela e o poder do Altíssimo a envolveria com sua sombra, de tal forma que o menino que ela conceberia seria chamado Filho de Deus. Gabriel ainda diz a Maria, que sua parenta Isabel, mesmo sendo estéril e avançada em idade, já havia concebido, de forma milagrosa. Então, conclui, dizendo: “Porque para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas” (Lc 1.37).
Em plena submissão, Maria coloca-se nas mãos de Deus para cumprir o seu propósito e diz: “Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” (Lc 1.38). Eis um glorioso mistério: Deus se fez homem, o eterno entrou no tempo, aquele que nem o céu dos céus pode contê-lo nasceu da virgem Maria.

Referência para leitura: Lucas 1.26-31


Extraído do livreto Cada Dia – 01/12/16

terça-feira, 20 de dezembro de 2016


Entristecidos, mas sempre alegres.
(2 Coríntios 6.10)

Tristeza era bela, mas sua beleza era como a beleza do luar, quando passa através dos ramos das árvores na mata e forma pequenas poças de prata pelo chão.
Quando a Tristeza cantava, suas notas soavam como o doce e suave gorjeio do rouxinol, e em seus olhos havia aquele ar de quem cessou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecidamente, chorar com os que choram; mas alegrar-se com os que se alegram era-lhe desconhecido.
A Alegria era linda também, e a sua beleza era como a beleza radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre da meninice, e em seus cabelos pousava o brilho do sol. Quando a Alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota. Ela podia alegrar-se com os que se alegram, mas chorar com os que choram era-lhe desconhecido.
Nós nunca podemos estar unidas”, disse a Tristeza pensativa.
Não, nunca”. E os olhos da Alegria ficaram sérios, quando respondeu. “O meu caminho atravessa campos ensolarados; as roseiras mais lindas florescem quando eu passo, para que as colha, e os melros e tordos esperam minha passagem, para derramar seus mais alegres trinados”.
O meu caminho”, disse a Tristeza afastando-se vagarosamente, “atravessa a mata sombria; minhas mãos só podem encher-se das flores noturnas. Contudo, toda a beleza e valor que a noite encerra me pertencem! Adeus, Alegria, adeus”.
Quando ela acabou de falar, ambas tiveram consciência de uma presença próxima; indistinta, mas com um aspecto de realeza. E uma atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharam-se perante Ele.
Eu O vejo como o Rei da Alegria”, murmurou a Tristeza, “pois sobre a Sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande vitória. Diante dEle toda a minha tristeza está se transformando em amor e alegria imortais, e eu me dou a Ele para sempre”.
Não, Tristeza”, sussurrou a Alegria, “eu o vejo como o Rei da dor; Sua coroa é de espinhos, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande agonia. Eu também me dou a Ele para sempre, pois a tristeza com Ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu conheço”.
Então, nEle, nós somos uma”, exclamaram com júbilo; “pois somente Ele poderia unir Alegria e Tristeza”.
De mãos dadas, saíram elas para o mundo, para segui-LO na tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão, “entristecidos, mas sempre alegres”.

O servo do Senhor
Embora entristecido
Pelas coisas que oprimem
E a batalha cerrada
Porque os dias são maus.
E os tempos, trabalhosos!
Conhece uma alegria
E uma paz interior
Que o mundo não conhece,
E que ninguém lhe tira:
O gozo e a paz de Deus!

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 19/08