quinta-feira, 4 de abril de 2019

OROU ELISEU

Orou Eliseu e disse: Senhor, peço-Te que
lhe abra os olhos para que veja.
2 Romanos 6.17.

Esta é a oração que precisamos fazer por nós mesmos e uns pelos outros: “Senhor, abre os nossos olhos para que vejamos”; pois, à nossa volta, como foi com o profeta, estão carros de Deus e seus cavaleiros, esperando para levar-nos a vitórias gloriosas. E quando os nossos olhos são assim abertos, podemos ver em todos os acontecimentos da vida – grandes ou pequenos, alegres ou tristes – um “carro” para a nossa alma.
Tudo o que nos vem pode tornar-se um carro, se o tratarmos como tal; e por outro lado, a mais leve dificuldade pode ser um peso esmagador e deixar-nos em miséria e desespero, se assim a considerarmos.
Cabe a nós mesmos escolher o que cada circunstância será. Tudo depende não dos acontecimentos em si, mas de como os tomamos. Se nos deixamos abater em face deles e permitimos que nos esmaguem, tornam-se para nós como o carro de Jaganata, que transportava o ídolo do deus e debaixo do qual os fiéis se lançavam; mas se subimos neles como num carro de vitória e os fazemos carregar-nos para diante e para o ato em triunfo, tornam-se para nós os carros de Deus. – Hannah Whitall Smith
O Senhor não pode fazer muito com o crente abatido; por isso o inimigo procura sempre levar o povo do Senhor ao desespero e ao sentimento de que nada podemos fazer pela nossa situação ou pela situação da igreja. Alguém já disse que um exército desanimado vai para a batalha com a certeza da derrota. Contou-nos uma missionária, que foi levada de volta para a pátria, inválida, porque, como o seu espírito desmaiou, em conseqüência o seu corpo desmaiou também. Precisamos entender melhor estes ataques do inimigo sobre o nosso espírito e aprender como resistir a eles. Se o inimigo não consegue deslocar-nos da nossa posição, então procura consumir-nos (Deuteronômios 7.25) por um cerco prolongado, para que, por fim, pelo total abatimento, emudeça o nosso grito de vitória.

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 04/04

quarta-feira, 3 de abril de 2019

PROVEI-TE NA FORNALHA DA AFLIÇÃO

Isaías 48.10

Atentemos para a palavrinha na. Devemos honra o Senhor na aflição – naquilo que de fato é uma aflição. Embora tenha havido casos em que Deus não permitiu que Seus servos sentissem as chamas, contudo, regra geral, o fogo traz dor.
Mas aí mesmo é que devemos glorificá-Lo, pela nossa perfeita fé na Sua bondade e amor, que permitiram a vinda de todas essas coisas sobre nós.
E mais do que isto, devemos crer que dessa situação virá alguma coisa mais para o Seu louvor, do que viria sem essa dura prova.
Algumas provas só podemos atravessar com uma grande fé; uma fé pequena não agüentaria. Precisamos conhecer a vitória na aflição. – Margaret Bottome
A fidelidade do crente é comprovada no tempo da aflição. Os moços que foram lançados na fornalha ardente saíram como entraram – exceto quanto aos cordões que os amarravam.
Quantas vezes, na fornalha da aflição, Deus nos arranca os cordões! O corpo daqueles moços ficou ileso – sua pele nem se chamuscou. Nem tampouco seus cabelos ou suas roupas, e nem cheiro de fogo passou sobre eles. E assim é que os crentes devem sair da fornalha da aflição: libertos dos cordões que os amarram e não tocados pelas chamas.
Triunfando deles na cruz. (Colossenses 2.15)
Esse é o verdadeiro triunfo – triunfar sobre a doença, na doença; triunfar sobre a morte, morrendo; triunfar sobre as circunstâncias adversas, estando nelas. Sim, creia-me, irmão, há um poder capaz de fazer-nos vitoriosos na luta. Há uma alta posição a ser conquistada, de onde poderemos contemplar as regiões de onde viemos e cantar o nosso cântico de triunfo, e isso, ainda nesta vida. Sendo pobres, podemos levar muitos a nos considerarem ricos, e em nossa pobreza podemos enriquecer a muitos. O nosso triunfo é na circunstância. O triunfo de Cristo foi na Sua humilhação. Possivelmente o nosso triunfo também será manifestado naquilo que aos outros parece humilhação. – Margaret Bottome
Há algo de cativante na figura de um crente cheio de tribulações, e tendo contudo o coração firme e cristalino. Não é verdade que há algo de valor contagiante na visão de alguém grandemente tentado, mas mais do que vencedor? Não é um tônico para o coração, vermos um peregrino, quebrado no corpo, mas conservando o esplendor de uma paciência não quebrada? Que testemunho do poder da graça! – J. H. Jowett

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 03/04

SEM MAIS CHORO


Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados.” (Mateus 5.4).

Vivemos em um mundo instável onde todas as pessoas estão sujeitas a momentos de dor, tristeza, angústia e sofrimento. Esse sistema em desequilíbrio faz com que constantemente nos sintamos magoados e oprimidos até mesmo por pessoas próximas de nós e, além do mais, temos a sensação de que muitas tragédias acontecem completamente fora do nosso controle e tudo o que nos resta nesses momentos é derramarmos nossas lágrimas.
Jesus Cristo, ao falar sobre as boas novas do Reino de Deus, afirma que mesmo aqueles que choram por conta das adversidades podem se alegrar, pois eles serão consolados. Em momentos de dor e sofrimento não devemos buscar encontrar repostas lógicas para compreendê-los, mas devemos buscar consolo e descanso em quem de fato pode fazer isso. Pois se o sofrimento e a morte são frutos do pecado, Jesus é aquele que venceu o pecado e a morte ao ressuscitar ao terceiro dia.
Se hoje você está passando por um momento difícil, adverso, de tremenda dor e aflição, saiba que você pode chorar diante de Deus. E mais, saiba que, em meio às lágrimas, você também pode se alegrar, pois chegará o momento, na eternidade, diante do criador dos céus e da terra, que o próprio Senhor Jesus enxugará de seus olhos todas as lágrimas.

Extraído do livreto Cada Dia – 03/04/19

terça-feira, 2 de abril de 2019

MESMO SEM MERECER


Bem-aventurados os pobres de espírito, pois deles é o Reino dos céus.” (Mateus 5.3).

Os religiosos do tempo de Jesus se consideravam ricos de espírito por causa de suas virtudes morais, de suas práticas piedosas, além da capacidade de conseguirem cumprir todas as regras e ritos estabelecidos. Assim, eles se consideravam aceitáveis diante de Deus e, portanto, merecedores do Reino dos céus. No entanto, Jesus choca os religiosos dizendo que o Reino é para aqueles que são pobres de espírito.
Naquele tempo duas palavras eram usadas para se referir a alguém que era pobre. Uma delas dizia respeito à pessoa que vivia de forma muto simples e precisava trabalhar diariamente para ter o básico para sua sobrevivência. A outra se referia ao indivíduo em condição de indigência ou miséria absoluta, que não possuía nada de valor para oferecer. (Nem mesmo força física para garantir seu sustento). A palavra aqui usada por Jesus é a segunda. Plenamente felizes são os miseráveis.
O Reino dos céus é para aqueles que compreendem que não possuem absolutamente nada para oferecer a Deus, conseguem perceber suas falhas, erros, limitações e pecados, mas ainda assim têm a convicção de que são amados por Deus, não por merecimento, mas por graça. Não importa o quão miserável e incapaz você se sinta hoje. Lembre-se: Deus ama você e pode transformar a sua vida.

Extraído do livreto Cada Dia – 02/04/19

OLHARAM...

Olharam... e eis que a glória do Senhor apareceu na nuvem.

Êxodos 16.10

Cultivemos o hábito de procurar nas nuvens a borda iluminada, e, achando-a, continuemos a olhar para ela, em vez de ficar olhando para o cinzento escuro do centro.
Não nos entreguemos ao desânimo, por mais oprimidos ou molestados que estejamos. A pessoa desanimada nada pode fazer. Nesse estado, ela não consegue resistir aos ardis do inimigo, nem prevalecer em oração pelos outros.
Fujamos de qualquer indício desse inimigo mortal, como fugiríamos de uma víbora. Não nos demoremos a virar-lhe as costas, ou acabaremos lambendo o pó, em amarga derrota.
Olhemos para as promessas de Deus, e digamos a respeito de cada uma delas: “Esta promessa e para mim.” E se algum sentimento de dúvida ou desânimo ainda persistir, derramemos o coração diante de Deus e peçamos-Lhe que repreenda o inimigo que tão impiedosamente nos inquieta.
No momento em que nosso coração rejeita a desconfiança ou o desânimo, o Espírito Santo desperta em nós a fé e sopra em nossa alma o vigor divino.
A princípio não temos consciência disto, mas, se com o coração resoluto, e sem olhar para os lados, continuarmos desprezando toda dúvida e depressão que nos assalta, logo teremos consciência de que os poderes das trevas estão recuando.
Se os nossos olhos pudessem enxergar o exército de força e poder que esta atrás de nós cada vez que tomamos posição contra as hostes das trevas e em direção a Deus, quanto terreno o inimigo perderia em seus esforços para nos deprimir e desanimar!
Pois se o crente mais fraquinho submeter-se ao Senhor e recorrer a Ele no nome de Jesus e com a fé singela de uma criança, todo o poder de Deus estará do seu lado.
Certo dia de outono, vi uma águia mortalmente ferida por um tiro. Seus olhos ainda brilhavam como um aro luminoso. Ali, vagarosamente, ela virou ainda a cabeça e lançou para as alturas um olhar ansioso. As alturas tinham sido o seu domínio. Mas agora lá estava à morte, porque, por um momento, esquecida, tinha voado baixo demais. A nossa alma é como essa águia. Aqui em baixo não é o seu lugar. Ela não pode perder aquele olhar em direção ao alto. Temos de guardar a fé, guardar a
esperança, guardar a coragem, conservar os olhos em Cristo. Se não vamos ser corajosos, é melhor abandonarmos já o campo de batalha, pois a hora não é para covardia. Ó minha alma, guarda os teus olhos no alto.

Olhando para o ocidente, não veremos o sol nascer. Provérbio Japonês

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 02/04

segunda-feira, 1 de abril de 2019

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO


2 Timóteo 1.12

Na tempestade”, disse um velho marujo, “só há uma coisa que se pode fazer – uma só: pôr o navio em determinada posição, e conservá-lo nela.”
Crente, é isso que temos que fazer. Às vezes, como Paulo, não vemos nem o sol nem as estrelas, e a tempestade que cai não é pequena. Só há uma coisa a fazer – uma só.
A razão não nos pode ajudar; as experiências passadas não nos trazem luz. Até a oração parece não trazer consolo. Só resta um caminho. Temos que pôr a alma em determinada posição, e ali ficar.
Temos que estar escorados no Senhor; e venha o que vier – onda ou vento, trovões ou raios, vagalhões ou rochedos perigosos – não importa o quê, nosso lugar é estar atado ao leme, na certeza de que Deus é fiel; de que Ele assumiu um compromisso para conosco em Sua aliança; de que Ele nos tem amor eterno em Jesus Cristo. – Richard Fuller


        Melhor lugar não há
De pouso e segurança
Que os braços do Senhor
Eu fico ali;
Espero ali;
Ali me escondo e abrigo;
Eu moro ali. Pois nEle achei:
Meu Deus,
Meu Pai,
Meu Salvador,
Meu Mestre,
Meu amigo.

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 01/04

SEGUINDO A JESUS


E disse Jesus: “Sigam-me, e eu os farei pescadores de homens. No mesmo instante eles deixaram as suas redes e o seguiram.” (Mateus 4.19,20).

Todas as vezes que leio sobre o chamado de Jesus aos seus discípulos fico me questionando: como eles foram capazes de largar tudo o que estavam fazendo, profissão, posição social, laços afetivos, para seguir alguém que nem sequer conheciam direito? Passamos a vida buscando sentido e significado para a nossa existência. Era exatamente isso o que Jesus estava oferecendo àqueles homens. Fazer algo além do que simplesmente existir. Deixar um legado que ecoasse não apenas na história, mas também na eternidade.
O filme “Carruagens de fogo” conta a história do campeão olímpico e posteriormente missionário Eric Liddell e, em uma cena final, imortalizou a frase do corredor: “Deus me fez veloz com um propósito e quando eu corro, Deus sorri”.
Pensando que nossa vida se resume ao nosso trabalho, tanto que nos referimos às pessoas pelo que elas fazem profissionalmente. Quem é fulano? Ele é professor, ou ele é médico, ou ela é dentista ou ela é advogada. Porém, nossa profissão é apenas um meio para cumprirmos a nossa vocação e vocação tem a ver com aquilo que Deus está fazendo em nós e com aquilo que Ele irá fazer através de nós. Qual é a sua vocação? O que Deus tem chamado você para viver? Faça isso com excelência e para a glória dele. Que cada uma das suas ações mais corriqueiras possa fazer o Senhor sorrir.

Extraído do livreto Cada Dia – 01/04/19