sexta-feira, 7 de junho de 2019

ONDE ESTÁ DEUS QUE ME FEZ


Onde está Deus que me fez, que inspira
canções de louvor durante a noite?
Jó 35.10

Você tem noites de insônia, revirando-se sobre o travesseiro e ansioso pelos primeiros raios da manhã? Peça ao Espírito Santo que lhe dê, então, a capacidade de fixar os pensamentos em Deus, seu Criador, e creia que Ele poderá preencher as horas vazias, com cânticos em sua alma.
A sua noite é uma noite de luto? É, muitas vezes, em tais ocasiões que Deus Se achega ao que chora e assegura-lhe que Ele chamou o ente querido que partiu, para participar da gloriosa multidão. E esse pensamento já traz o começo de um cântico.
É a sua noite uma noite de desânimo e fracasso, real ou imaginário? Ninguém o entende; seus amigos o desprezam; mas o seu Criador Se aproxima e lhe dá um cântico – um cântico de esperança, o cântico que você está precisando ouvir. Assim pois, esteja pronto para cantar, quando Ele lhe der o cântico.
Somente na tempestade podemos provar se a embarcação é forte; e o poder do evangelho numa vida só pode ser plenamente demonstrado, quando o crente é submetido a uma grande aflição. Para Deus demonstrar o fato de que Ele “inspira canções de louvor durante a noite”, Ele precisa primeiro fazer a noite. – Willian Taylor

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 07/06

DIANTE DO TRONO


“… Eu te ouvirei e cuidarei de ti; sou como o cipreste verde; de mim procede o teu fruto” (Oséias 14.8b).

Deus é soberano e tudo faz conforme lhe apraz (Salmo 135.6). Essa é uma verdade solene e incontestável. A grandeza e a soberania de Deus não são, contudo, uma blindagem que o mantenha distante de nós. Radicalmente ao contrário, Deus é doce e responsivo, escolheu habitar em nosso coração e agir por intermédio das orações dos seus filhos. Essa é a melhor notícia! Temos, por Jesus, livre acesso ao trono de graça! O Todo-poderoso se agrada quando lhe abrimos o coração. Ele deseja nos ouvir e tem prazer em exercer misericórdia sobre nós!
O amor e o zelo de Deus não estão condicionados aos nossos méritos. São expressões da sua essência. Diz o Senhor: “de mim mesmo os amarei” (Oséias 14,4). Podemos clamar como o publicano: “Ó Deus, sê propício a mim, pecador!” (Lucas 18.13). Precisamos do amor e da proteção do nosso Pai. Necessitamos do Senhor, também para frutificarmos. Dele procede o nosso fruto.
Erguer a voz em adoração a Deus por quem Ele é e somos gratos porque ouve nosso clamor e nos sustenta sob seu bendito cuidado. Oremos ao Senhor em louvor e intercessão. Pensemos agora em pessoas que estão aflitas, passando por momentos de lutas e oremos por elas. O Deus de toda graça, por misericórdia, nos ouvirá e derramará sobre elas as suas bênçãos. Amém!

Extraído do livreto Cada Dia – 07/06/19

quinta-feira, 6 de junho de 2019

COM A BOCA NO PÓ


...para que Arão leve a iniquidade concernente às coisas santas...” (Êxodo 28.38).

Este texto bíblico moeu meu coração por me fazer refletir sobre quanta iniquidade pode haver nas coisas santas! O que entregamos a Deus? A nossa devoção coletiva, o trabalho que fazemos para Ele e até nossa comunhão particular podem estar contaminados. Contaminamos com o quê? Com motivações erradas no coração. Um olhar sincero para dentro de nós pode revelar traços dessa contaminação.
Formalidade, irreverência e negligência, podem ir conosco à igreja. Falta de zelo, frieza e descaso podem compor nossa devoção particular. Orgulho e vaidade podem ser a motivação do trabalho que ofertamos a Deus. É possível, porém, que a iniquidade esteja tão camuflada que a julguemos inexistente. Creiam; ela habita em nós. Como sobreviver a essa verdade? O folego nos é devolvido por Jesus e pelo seu sacrifício na cruz. É nele que habita a santidade e a justiça.
Ao olhar para nós, Deus nos vê cobertos com o sangue do seu Filho. Essa é a nossa redenção! Isso é tudo que precisamos! São as misericórdias do Senhor a causa de não sermos consumidos (Lamentações 3.22). Caminhemos com a “boca no pó”, cientes de que somos servos inúteis, alcançados pela graça do nosso Salvador, o que nos permitirá clamar: Pai, sê propício a nós, pecadores e, por misericórdia, dá-nos um novo coração.

Extraído do livreto Cada Dia – 06/06/19

SEDE, PORTANTO, CRITERIOSOS


"... sede, portanto, criteriosos e sóbrios a bem das vossas orações." 1 Pedro 4.7

Amigo, não enfrentemos este mundo perigoso, sem oração. Muitas vezes quando vamos orar à noite, o sono pesa em nossas pálpebras; um árduo dia de trabalho é uma espécie de desculpa, e costumamos abreviar a oração para nos deitarmos mais depressa. Chega a manhã do dia seguinte e acontece que nos levantamos atrasados. Então não fazemos a hora devocional, ou a fazemos apressadamente.
E assim não vigiamos em oração! A vigilância é uma vez deixada de lado! E seria isso o reparável? Acreditamos firmemente que não.
Nesse caso, o que está feito, não pode ser desfeito. Quando negligenciamos a oração, sofremos as conseqüências.
A tentação vem e não estamos preparados para enfrentá-la. Surge um sentimento de culpa no coração. E nós como que guardamos certa distância de Deus. Se algum dia permitimos que a sonolência nos impeça de orar, não é de admirar que depois falhemos nos compromissos pessoais.
Os momentos de oração, roubados pela preguiça, não podem ser recuperados. Podemos aprender a lição, mas não podemos obter de volta o rico frescor e a renovação que estavam envolvidos naqueles momentos. – Frederick W. Robertson
Se Jesus, o poderoso Filho de Deus, sentia necessidade de se levantar antes do amanhecer e derramar Seu coração ao Pai, em oração, quanto mais devemos nós orar a Ele, que é o Doador de toda boa dádiva e que nos prometeu tudo o que é necessário para o nosso bem?
Não podemos fazer idéia do que o Senhor Jesus trazia à Sua vida através da oração; mas isto sabemos, que a vida sem oração é uma vida sem poder. Uma vida sem oração pode ser ruidosa e bastante movimentada, mas está muito distante dAquele que, dia e noite, orava a Deus. – Selecionado

Senhor, eu tenho falhado;
Concede-me o Teu perdão:
Senhor, restaura-me os anos
Que me comeu a locusta,
No meu viver de oração.
Amém.

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 06/06

quarta-feira, 5 de junho de 2019

BOCA DE DEUS


Alguém há cuja tagarelice é como pontas de espada, mas a língua dos sábios é medicina” (Provérbios 12.18).

Há uma multidão de feridos que sangram a dor que o próximo lhe causou. Podemos nunca ter empunhado uma arma mas, ainda assim, sermos os responsáveis por profundas lesões na alma de um irmão. Somos hostis e naturalmente aptos a causar dores. Como isso é possível? Nossa língua é a arma letal que carregamos. Tamanho é o seu potencial para ferir, que Deus a projetou encerrada por dentes, enjaulada, como a nos avisar: “Só deixe sair, se domada.”
Podemos com a língua produzir a paz ou incitar uma guerra. Nossas palavras têm poder para abençoar e curar muitas feridas. Tantas vezes, no entanto, escolhemos usá-las para machucar ainda mais. Diz assim a Palavra de Deus: “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Provérbios 15.1). Podemos também ser agentes de paz, de delicadeza curativa para as dores da alma. Agindo assim, seremos boca de Deus.
Quando nosso coração espelhar o coração de Jesus, de nós fluirão rios de água viva (João 7.38). Seremos cântaros de onde o bálsamo de Cristo será derramado sobre os que sofrem neste nosso mundo ferido, onde o amor se esfriou de quase todos. Que nosso coração e a nossa língua estejam domados pela doce graça de Jesus, nosso amável Salvador. Que o nosso falar seja abençoador e curativo. Amém!

Extraído do livreto Cada Dia – 05/06/19

ELIAS ERA UM HOMEM SUJEITO ÀS MESMAS PAIXÕES

Elias era um homem sujeito às mesmas paixões que nós,
e orou com fervor para que não chovesse, e por três
anos e seis meses não choveu sobre a terra.
Tiago 5.17

Devemos continuar orando e esperando no Senhor até ouvirmos o ruído de abundante chuva. Não há razão para não fazermos grandes pedidos. E sem dúvida obteremos grandes bênçãos, se tivermos coragem de esperar nEle com paciente perseverança – fazendo, no intervalo, o que está em nossas mãos fazer.
Não podemos criar o vento ou colocá-lo em movimento, mas podemos ajustar as velas do nosso barco de modo a apanhá-lo. Não podemos produzir a eletricidade, mas podemos ajustar os nossos fios nas tomadas por onde ela passa. Não sabemos o que vai fazer o Espírito de Deus, mas podemos colocar-nos à disposição do Senhor, fazendo o que Ele pede de nós, de tal maneira que fiquemos sob a influência e poder do Seu poderoso sopro.
Não podem as mesmas maravilhas ser feitas agora, como nos dias antigos? Onde está o Deus de Elias? Ele está esperando que os Elias O invoquem”.
Os maiores santos que já viveram, quer na Antiga ou na Nova Dispensação, estavam num nível, bem dentro do nosso alcance. As mesmas forças do mundo espiritual que estavam à sua disposição e cujo emprego fez deles tais heróis espirituais, estão abertas para nós também. Tendo a mesma fé. A mesma esperança, o mesmo amor que eles também demonstravam, alcançaremos maravilhas tão grandes como as que eles alcançaram. Uma palavra de oração em nossos lábios será tão poderosa para trazer as chuvas graciosas e o fogo do Espírito Santo de Deus, como foi a oração nos lábios de Elias, para trazer a chuva e o fogo naqueles dias – se apenas orarmos com aquela inteira certeza de fé com que ele orou. – Dr. Gourlburn

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 05/06

terça-feira, 4 de junho de 2019

BÁLSAMO CONSOLADOR


Bem-aventurado o homem cuja força está em ti [...], o qual passando pelo vale árido, faz dele um manancial...” (Salmos 84.5,6).

Enquanto escrevia esta meditação, uma amiga muito amada, me avisou que sua mãe acabara de falecer. Sofrendo há tempos com problemas cardíacos, não resistiu a mais uma cirurgia. Para onde ela foi não há mais morte, nem clamor. Nos céus, Deus mesmo enxugará dos olhos toda lágrima, porque as primeiras coisas já passaram (Apocalipse 21.4). Essa filha de Deus retornou para a casa do seu Pai e desfruta da sua bendita presença. O Senhor prometeu que assim seria, portanto, está cumprido.
Para quem fica, no entanto, é tempo de travessia por um vale árido. A dor da separação é lancinante. A vivência do luto é penosa e demanda forças. Graças ao Eterno, minha querida amiga sabe onde buscar o socorro necessário. Ela é temente a Deus, confessa Jesus Cristo como seu Salvador e, portanto, é herdeira das promessas divinas. Todos os que pertencem à família de Deus podem se apropriar da promessa de que ao passar pelo vale árido, o Senhor fará dele um manancial.
Nosso Pai não nos deixa passar por dores a sós. Ele estará conosco em todo tempo, curando nossas feridas e nos sustentando com sua destra fiel. Em tempos de alegria ou de dor, o Senhor é suficiente! Que o Deus de toda consolação derrame, sobre os enlutados e feridos, o bálsamo da sua graça e do seu terno amor.

Extraído do livreto Cada Dia – 04/06/19