quarta-feira, 22 de abril de 2020

QUAL É A DIFERENÇA ENTRE FÉ E ACREDITAR?

        A fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem. (Hebreus 11.1).

Um jovem deu, certa vez, essa resposta: “Acreditar é considerar que algo é verdadeiro, apesar de saber que não pode ser”. Mas que definição irracional.
Outros interpretam a fé como uma consideração de que algo é possível ou provável. Agindo sobre esse tipo de “fé” equivale a dar um salto em direção ao desconhecido. Com essas definições a aplicação da palavra “crer” não está completa, em nenhuma hipótese. Geralmente, nós usamos a expressão “crer” para afirmar nossas suposições que algo é correto ou crível, e também nossa dependência numa pessoa ou coisa.
A Bíblia, constantemente, se refere à fé de modo insistente, dizendo: “A mesma é equivalente a crer em Deus, Seu Filho, Jesus Cristo e tudo que Ele colocou em Sua Palavra”. Assim, nós podemos perguntar o que a Bíblia quer dizer quando usa a palavra “fé”.
Vamos ser claros acerca disto: Deus não espera que sejamos conduzidos por nada que seja incerto e sem sentido. A fé, como a Bíblia entende a mesma, é sempre algo caracterizado pela certeza e convicção.
A fé cristã em Deus e Sua Palavra está baseada em fatos tais como, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo, que foram testemunhados de modo crível. Alguns fatos não podem ser percebidos por nossos sentidos ou ultrapassam os limites do nosso entendimento. Nós cremos em Deus e na Bíblia porque durante nossa vida aprendemos que podemos confiar nEle e em Sua Palavra completamente. Além disso, os aspectos invisíveis da fé cristã se provam verdadeiros por meio de Seu poder e do efeito que têm sobre a vida do crente.

Extraído do livreto Boa Semente – 22/abr

terça-feira, 21 de abril de 2020

A FALSA PIEDADE


         “Minhas palavras procedem de um coração íntegro; meus lábios falam com sinceridade o que eu sei.” (Jó 33.3).

Depois de ser confrontado por seus amigos, Jó ainda ouve o sermão de um jovem chamado Eliú que estava por perto presenciando toda aquela situação e quer também apresentar sua própria perspectiva ao observar de perto o sofrimento de Jó e o detalhe dele com seus amigos na busca por uma explicação. O jovem, aparentemente piedoso, se vê como um religioso autêntico que faz as coisas certas e que fala com sinceridade aquilo que pensa.
O grande problema é que, assim como os amigos de Jó, ele também tem uma perspectiva equivocada sobre o sofrimento, o colocando apenas como consequência de atos falhos ou pecados ocultos e, dessa maneira, se apressa a julgar o comportamento de Jó. Muitas vezes agimos da mesma maneira, nos revestimos de uma falsa piedade e sempre prontos a julgar pessoas ao nosso redor por algo que fizeram ou que estão vivendo, sem mesmo saber a verdadeira história por trás daquilo tudo.
A verdadeira piedade vem de um coração quebrantado e contrito, que consegue enxergar suas próprias falhas e, dessa maneira, se compadecer de seu próximo. O erro do outro não deve ser motivo de repulsa ou acusação, mas deve se tornar motivo de intercessão e, compassivamente, devemos nos dispor a caminhar ao lado dos faltosos para que possam crescer em maturidade diante do Senhor.

Extraído do livreto Cada Dia – 21/04/20

UM NOVO CÂNTICO

       E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque fostes morto, e com o teu sangue nos compraste para Deus de toda a tribo, língua, e povo, e nação; e para o nosso Deus nos fizestes Reis e sacerdotes; e reinaremos sobre a terra. (Apocalipse 5.9-10).

Você tem um lugar designado no coral celestial. Com alegria e felicidade de coração você não apenas tocará sua harpa em honra à grandeza e glória Do Cordeiro que foi morto, mas com grande entusiasmo em sua canção de louvor, irá proclamar Sua dignidade para ocupar o trono. E à medida que esse rico e eterno romper de louvor e adoração ecoar através das cortes celestiais, da maneira mais alegre em uníssono com a multidão dos resgatados, você irá reconhecê-Lo . O Pai tem procurado adoradores. “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem” (João 4.23).
Por meio da graça maravilhosa você recebeu um lugar no grupo de adoradores que envolvem o trono. “O Senhor teu Deus, o poderoso, está no meio de ti, Ele salvará; Ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com jubilo” (Sofonias 3.17).
Desse modo você estará eternamente associado com a glória para a qual o Deus de toda a graça te chamou, um membro da companhia celestial na qual Deus irá exibir, para um universo admirado, as supremas riquezas de Sua maravilhosa graça em Sua bondade para com você por meio de Cristo Jesus. Naquele tempo você terá obtido e também exibirá a glória de nosso Senhor e Salvador, ao qual seja o louvor eterno. A perspectiva diante de você é maravilhosa, admirável e gloriosa, mas, ainda assim, nem a metade de tudo o que foi contado.

Extraído do livreto Boa Semente – 21/abr

segunda-feira, 20 de abril de 2020

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DOS SALMOS

      Porque a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar. (Habacuque 2.14).

O clamor alcança Aquele que ouve desde “as pontas dos bois selvagens” (vv. 2,21). Isso é a ressurreição e ao mesmo tempo a alegria da comunhão restaurada. Mas, em Seu amor, Cristo se apressa em compartilhar Sua alegria. Porém, Seu primeiro pensamento é tornar conhecido aos “Seus irmãos” o novo relacionamento no qual a obra de Sua alma os posicionou, e dizer-lhes que Seu Pai tornou o Pai deles, que Seu Deus Se tornou Deus deles (v. 22; João 20.17). Diferentemente dos outros Salmos que falam sobre o sofrimento de Cristo, neste não há nenhuma pergunta de recriminação. Aqui o Senhor Jesus é Aquele que carrega os pecados e, portanto, tudo é pura graça e bênção. Bênção para a congregação (composta no início apenas dos discípulos judeus: v. 22 citado em Hebreus 2.12); para o Israel restaurado, chamado no versículo 25 de a “grande congregação”; para “todos os limites da terra” e “todas as famílias das nações” durante o reinado milenar (vv. 27-28); e também para todos os que nascerem ao longo do glorioso reinado de Cristo na terra (v. 31). Como ondas que se espalham a partir do centro foram produzidas, as maravilhosas e multifacetadas consequências da obra da cruz atingirão a criação inteira!

Extraído do livreto Boa Semente – 20/abr


LUTANDO CONTRA DEUS


     “Ah, se alguém me ouvisse… Que o Todo-Poderoso me responda; que o meu acusador faça a denúncia por escrito.” (Jó 31.35).

Quando nos sentimos fora do controle de nossa vida intentamos lutar contra Deus para, de alguma maneira, se não pudermos vencê-Lo, que ao menos possamos convencê-Lo a fazer as coisas à nossa maneira do jeito que atende os desejos e anseios do nosso próprio coração. Afinal de contas, temos sempre a falsa ilusão de que sabemos aquilo que é melhor para nós e qual o melhor desfecho para cada momento de nossa história.
Jó, em meio à sua angústia, também trava essa batalha. Ele questiona a Deus os seus desígnios, pois como ser humano racional, quer ter uma compreensão lógica a respeito de suas desventuras, quer saber o motivo que o levou a experimentar tempos de tamanha adversidade e angústia. Todavia, essa é uma luta que nunca venceremos, uma vez que os pensamentos e o mover transcendente a nossa capacidade de compreender.
Pode ser que você esteja travando uma batalha contra Deus por não conseguir compreender o seu momento de vida e as adversidades se acumulam em seu caminho. Lembre-se que a paz de Deus excede o entendimento e a razão e pode ser experimentada independentemente das circunstâncias, por isso, em vez de levantar-se contra Ele, renda-se a Ele e experimente do Seu sublime amor.

Extraído do livreto Cada Dia – 20/04/20

JESUS CARREGOU NOSSA MALDIÇÃO

       E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça. (Marcos 15.17).

O Senhor Jesus tinha lembranças amargas da noite anterior. Um se Seus discípulos O tinha traído; outro o tinha negado, os maiorais dos sacerdotes O tinham interrogado diante do conselho dos judeus e, finalmente, pronunciado a sentença de morte. Enquanto isso o dia amanheceu.
Com o objetivo de cumprir o seu plano, eles O conduziram para a presença de Pilatos. A sentença não poderia ser executada sem a concordância do governador romano. Desse modo, Pilatos tinha que julgar o caso e, apesar de estar convencido da inocência do acusado, ele cedeu às exigências e decidiu que Jesus Cristo deveria ser crucificado.
A rejeição do verdadeiro rei dos judeus estava selada. Ele era o Messias do povo, Aquele enviado por Deus, o qual confirmou Sua origem divina diante dos homens por meio de muitos sinais e maravilhas. Mas em vez de uma coroa real Ele recebeu uma de espinhos, pressionada sobre Sua cabeça pelos soldados romanos, em meio ao mais adjeto abuso e desprezo.
Depois da queda no pecado Deus amaldiçoou a terra com essas palavras: “Espinhos, e cardos também, te produzirá” (Gênesis 3.18). A coroa de espinhos era então, um sinal da maldição por meio da qual eles desonram o Santo. Note como o lamento profético do salmista, a respeito do Senhor, é comovente: “Bem tens conhecido a minha afronta, e a minha vergonha, e a minha confusão; diante de ti estão todos os meus adversários” (Salmo 69.19).
De acordo com o conselho de Deus, Cristo Jesus deveria levar a maldição sobre a cruz a favor de todos que seriam libertados da maldição do pecado. Louvado seja Seu nome!

Extraído do livreto Boa Semente – 19/abr

domingo, 19 de abril de 2020

O DESTINO FINAL


       “Sei que me faras descer até a morte, ao lugar destinado a todos os viventes.” (Jó 30.23).

Jó, apresentando perante Deus sua angústia e até mesmo o seu desespero diante da incompreensão das mazelas que enfrentava, faz uma constatação que é uma realidade e certeza para todo e qualquer ser humano. Independentemente do sucesso financeiro ou profissional, o destino final de todos é o mesmo, um dia nossos olhos es fecharão para a história e enfrentaremos o nosso fim.
A convicção da morte traz desespero para muitos, pois é uma realidade que não podemos evitar, independentemente de nossos recursos financeiro ou de nossa capacidade intelectual. Todavia, a sabedoria bíblica nos ensina que somos seres eternos, não fomos criados para a morte, que só faz parte do nosso caminho por conta da rebeldia do ser humano contra Deus. Ao optar pela autonomia, se entregando ao pecado, a humanidade também experimentou a morte, que seria o ato derradeiro em nossa separação do Criador.
Mas Deus estabeleceu um plano sublime para nos trazer de volta a uma vida plena. A morte e a ressurreição de Jesus nos provam que podemos ter esperança, pois, como seres eternos, temos agora a possibilidade de viver a eternidade ao lado do nosso Redentor. Não será o fim quando nossos olhos se fecharem para a história. Aí, eles se abrirão para a eternidade e Jesus Cristo enxugará deles toda a lágrima derramada.

Extraído do livreto Cada Dia – 19/04/20