domingo, 4 de julho de 2021

O PASTOR QUE SATISFAZ


“O Senhor é o meu pastor,
 nada me faltará” (Salmo 23.1).

Nos tempos em que vivemos, as pessoas se preocupam com muitas coisas. Poderia citar saúde, segurança, sustento, futuro. A preocupação é algo com que estamos intimamente familiarizados, ainda que Davi, há três mil anos, tenha escrito uma frase que deveria acabar com todas as nossas preocupações.

O Salmo 23 é o mais conhecido e também o mais popular. Quando os tempos são difíceis, as adversidades chegam, as coisas se põem complicadas, as notícias são péssimas, o seu mundo entrou em colapso, o céu está escuro e não há luz no fim do túnel, aí há um anseio natural e um retorno às palavras de Davi neste hino. Ler este salmo traz cura para os feridos, esperança para os desesperançados, ajuda para os desamparados, encorajamento para os desanimados e força para os fracos.

Muitos países adotaram animais para simbolizar seu espírito nacional. Os Estados Unidos assumiram a águia, a Rússia o urso, o Reino Unido o leão. Cada um desses animais simboliza força, poder e independência. Deus, no entanto, escolheu representar seu povo como ovelhas, e elas são tímidas, dependentes e precisam de um pastor. Não é sem razão que Davi declarou que o Senhor era o seu pastor. Ao fazer esta afirmação ele se sentia plenamente satisfeito, pois nada lhe faltava e nem faltaria. O Senhor é também o seu pastor? 

Extraído do livreto Cada Dia  – 04/07/21

Entristecidos, mas sempre alegres

 

Entristecidos, mas sempre alegres. 

(2 Coríntios 6.10)

A Tristeza era bela, mas sua beleza era como a beleza do luar, quando passa através dos ramos das árvores na mata e forma pequenas poças de prata pelo chão.

Quando a Tristeza cantava, suas notas soavam como o doce e suave gorjeio do rouxinol, e em seus olhos havia aquele ar de quem cessou de esperar pela vinda da alegria. Ela sabia, compadecidamente, chorar com os que choram; mas alegrar-se com os que se alegram era-lhe desconhecido.

A Alegria era linda também, e a sua beleza era como a beleza radiante de uma manhã de verão. Seus olhos ainda traziam o riso alegre da meninice, e em seus cabelos pousava o brilho do sol. Quando a Alegria cantava, sua voz se lançava aos ares como a da cotovia, e seus passos eram como os passos do vencedor que jamais conheceu derrota. Ela podia alegrar-se com os que se alegram, mas chorar com os que choram era-lhe desconhecido.

Nós nunca podemos estar unidas”, disse a Tristeza pensativa.

Não, nunca”. E os olhos da Alegria ficaram sérios, quando respondeu. “O meu caminho atravessa campos ensolarados; as roseiras mais lindas florescem quando eu passo, para que as colha, e os melros e tordos esperam minha passagem, para derramar seus mais alegres trinados”.

O meu caminho”, disse a Tristeza afastando-se vagarosamente, “atravessa a mata sombria; minhas mãos só podem encher-se das flores noturnas. Contudo, toda a beleza e valor que a noite encerra me pertencem! Adeus, Alegria, adeus”.

Quando ela acabou de falar, ambas tiveram consciência de uma presença próxima; indistinta, mas com um aspecto de realeza. E uma atmosfera de reverência e santidade as fez ajoelharam-se perante Ele.

Eu O vejo como o Rei da Alegria”, murmurou a Tristeza, “pois sobre a Sua cabeça estão muitas coroas, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande vitória. Diante dEle toda a minha tristeza está se transformando em amor e alegria imortais, e eu me dou a Ele para sempre”.

Não, Tristeza”, sussurrou a Alegria, “eu o vejo como o Rei da dor; Sua coroa é de espinhos, e as marcas das Suas mãos e pés são marcas de uma grande agonia. Eu também me dou a Ele para sempre, pois a tristeza com Ele deve ser muito mais doce do que qualquer alegria que eu conheço”.

Então, nEle, nós somos uma”, exclamaram com júbilo; “pois somente Ele poderia unir Alegria e Tristeza”.

De mãos dadas, saíram elas para o mundo, para segui-LO na tempestade e na bonança, na desolação do inverno e na alegria do verão, “entristecidos, mas sempre alegres”.


O servo do Senhor

Embora entristecido

Pelas coisas que oprimem

E a batalha cerrada

Porque os dias são maus.

E os tempos, trabalhosos!

Conhece uma alegria

E uma paz interior

Que o mundo não conhece,

E que ninguém lhe tira:

O gozo e a paz de Deus!

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 19/08

sábado, 3 de julho de 2021

A CRUZ E O PROPÓSITO


“Todos os confins da terra se lembrarão e se converterão ao 
Senhor, e todas as famílias das nações se prostrarão diante dele”. (Salmo 22.27).

Deus aceitou a morte de seu Filho como pagamento pelos pecados e provou que o débito foi quitado ressuscitando Jesus dentre os mortos. O que o diabo intentou para o mal, Deus o tornou em bem. Na cruz devemos constantemente declarar o louvor a Deus, que nos amou tanto que usou a pior forma de execução humana para oferecer a salvação ao homem.

O propósito de Deus na cruz era exaltar Jesus acima de tudo e de todos. Gente de todas as raças, pequenos e grandes, pobres e ricos, sim, todos se prostrarão e proclamarão que o Jesus crucificado é o Jesus conquistador. Note o texto: “Todos os opulentos da terra hão de comer e adorar, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele, até aquele que não pode preservar a própria vida. A posteridade o servirá; falar-se-á do Senhor à geração vindoura”. (Salmo 22.29,30)

Que conclusão emocionante! Imagino a sequência que acontece neste hino: de um tom menor para um tom maior, da cruz para a coroa, de um tronco de árvore para um trono de glória. Deixamos a tristeza da crucificação e avançamos para a glória da coroação. A cruz foi o lugar onde Satanás e o pecado encontraram a sua derrota. À sombra da cruz, nos bons e nos maus momentos, no sucesso ou no fracasso, feliz ou ferido, não importa, é ali que e encontramos a Deus para sempre. Aleluia! 

Extraído do livreto Cada Dia  – 03/07/21


Porventura

 

Porventura lavra todo dia o lavrador, para semear.

Isaías 28.24

      Certo dia, no começo do verão, eu ia passando por uma linda campina. A relva aveludada parecia um imenso tapete oriental. Em um canto, erguia-se uma bela árvore, já velha, abrigo de inúmeros pássaros que enchiam de gorjeios o ar leve e revigorante. À sombra da ramagem, duas vacas repousavam, imagem de sossego e contentamento.

      Ao longo da estrada misturavam-se o roxo e o dourado das violetas silvestres e dentes-de-leão.

      Parei, e fiquei ali por longo tempo, encostado à cerca, deixando que meus olhos famintos se banqueteassem. Pensei comigo mesmo que Deus jamais havia feito um lugar tão aprazível.

      No dia seguinte passei por lá outra vez. Ah! A mão demolidora já havia estado ali. Lá estava um arado, cravado ainda no sulco. Em um dia um homem fizera no local uma terrível devastação. Em vez da relva verde, estava à mostra a terra escura, feia e nua; em vez de pássaros cantando, algumas galinhas ciscavam. E nem violetas, nem dentes-de-leão. E com pesar, pensei: “Como poderia alguém estragar uma coisa tão lindo?!”. 

      Então meus olhos foram abertos como por mão invisível e tive uma visão: vi um milharal, com espigas maduras, prontas para a colheita. Via os longos pés de milho, todos carregados, iluminados pelo sol do outono. Quase me parecia ouvir a música do vento ao passar, agitando as espigas. E de repente, a terra escura revestiu-se para mim, de um esplendor que não possuía na véspera.

      Possamos nós sempre ter a visão da abundante colheita que se segue, quando o Grande Agricultor vem – como faz tantas vezes – e sulca as nossas almas, deixando diante de nosso olhar torturado só o vazio sem beleza. – Selecionado 

      Porque me retrair ante o arado do meu Senhor, que faz sulcos profundos em minha alma? Eu sei que Ele não é um agricultor inconseqüente. Ele tem em vista uma boa colheita. – Samuel Rutherford

  Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman  03/07


sexta-feira, 2 de julho de 2021

A CRUZ E A PRESENÇA DE DEUS

 

“A ti me entreguei desde o meu nascimento;
desde o ventre de minha mãe, tu és meu Deus”. (Salmo 22.10)

A proximidade de uma mãe com o seu filho recém-nascido é algo poderoso. O equivalente espiritual a esse contato pele a pele é a própria presença de Deus. Observe a declaração de Davi: “a ti me entreguei desde o meu nascimento”. No versículo seguinte ele clama: “Não te distancies de mim”. Davi sabia que a presença de Deus estava com ele desde o seu nascimento. Deus, às vezes, permite que soframos para nos despertar e, por conseguinte, nos lançarmos plenamente a ele.

Em nosso sofrimento ele deseja ser a nossa força. Em nossa dor ele quer ser o nosso protetor. Se o perigo se aproxima ele quer ser o nosso libertador. Embora Jesus estivesse separado de Deus quando foi pendurado na cruz, ele sabia que Deus estava presente e amando o mundo através dele.

O Deus que nos tirou do útero da nossa mãe irá conosco por toda a vida, pois ele mesmo disse: “De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. (Hebreus 13.5) Lembre-se: quando as adversidades e os problemas chegarem, Deus está perto. Mais tarde, outro compositor escreveria esse hino: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. (Salmo 46.1) Deus está sempre perto mesmo quando alguém sente que ele está longe. Por causa da cruz de Cristo podemos sentir a presença de Deus. Aleluia! 

Extraído do livreto Cada Dia  – 02/07/21


Andando por elas

      Andando por elas, não se embaraçarão os teus passos Provérbios 4.12

      O Senhor coloca a ponte da fé bem debaixo dos pés do caminhante. Se Ele a colocasse um metro adiante, não seria uma ponte de fé. O que está à nossa vista não é alcançado pela fé.

   Existem, em algumas estradas do interior dos Estados Unidos, porteiras que se abrem por si. Ali está a porteira, firme e fechada diante do viajante que se aproxima. Se ele parar a certa distância, ela não se abrirá; mas se chegar com o carro até junto dela, as rodas do veículo pressionarão as molas que se acham sob a terra, e a porteira se abrirá totalmente para lhe dar passagem. Ele só precisa aproximar-se bem da porteira, e ela se abrirá; do contrário continuará fechada.

      Isto ilustra a maneira de transpormos as barreiras que se nos deparam no caminho do serviço. Quer seja um rio, uma porteira ou uma montanha, tudo o que o filho de Deus tem de fazer é avançar em sua direção. Se for um rio, secará, quando pusermos o pé nas suas águas. Se for uma porteira, ela se abrirá, quando chegarmos à distância própria e continuarmos em frente. Se for montanha, ela se transportará e se lançará ao mar, quando sem hesitação pisarmos no lugar onde pensávamos que ela se erguia.

      Será que, neste momento, existe alguma barreira na sua estrada de serviço? Simplesmente caminhe em direção a ela em nome do Senhor, e ela não estará mais ali. – H. C. Trumbull 

      Ficar lamentando a situação é perda de tempo. O Senhor nos diz para avançarmos. Avancemos, então, ousadamente – mesmo que seja noite, quando mal vemos o caminho. Ele se abrirá, enquanto avançamos, como uma trilha da floresta ou um desfiladeiro dos Alpes, de que não vemos mais que alguns metros à nossa frente. Prossigamos! Se se fizer necessário, encontraremos a coluna de nuvens e de fogo para nos indicar o caminho através do deserto. Há guias e estalagens ao longo da estrada. Encontraremos roupa, alimento e amigos em cada fase da viagem. E como disse alguém de maneira tão original e própria: “Não me importo se as coisas não vão muito bem, pois estou indo para o lar celestial. O que pode acontecer é eu chegar lá cansado, mas a alegria da acolhida valerá por tudo”.   

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman  02/07

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Porque serão cumpridas as palavras

Porque serão cumpridas as palavras... Do Senhor. Lucas 1.45

... Minhas palavras, as quais a seu tempo, se cumprirão. Lucas 1.20

Elias subiu ao monte

E disse ao servo: – Vá ver

Da banda do mar, que certo

Virão nuvens. Vai chover.


Volta o servo: – Não há nada.

 – Sete vezes torne lá.

 Pois ele orava ao Deus vivo,

 Que, quando promete, dá.


Lá ia o moço, e voltava.

Nenhum sinal pelos céus.

Mas Elias, rosto em terra,

Olhava só para Deus.


 Sétima vez.  Vem o moço:

  – Vejo uma nuvem assim:

Tamanho da mão de um homem.

– Isso basta para mim.

Caiu a chuva, copiosa!

Veio rápida, veloz...

... E Elias era sujeito

Às mesmas paixões que nós!

1 Reis 18.1

           Um servo de Deus, Matthew Henry, disse “Precisamos contar com o cumprimento da promessa, mesmo que todos os caminhos que conduzem a ela nos pareçam fechados. Pois ‘quantas são as promessas  de  Deus,  tantas  têm  nEle  (Jesus)  o  sim;  porquanto também por Ele é o amém para a glória de Deus, por nosso intermédio’ (2 Coríntios 1.20)”.

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 01/07