quinta-feira, 7 de março de 2024

OS SETE MIL

 


Também conservei em Israel sete mil, todos
os joelhos que não se dobraram a Baal...”
 (1 Reis 19.18).
O processo de tratamento de Deus em nossa vida envolve o confronto divino. O Senhor não apenas conforta, ele também confronta. Verdades precisam ser ditas. Por vezes, Elias afirmou estar sozinho na caminhada profética. “Só eu fiquei dos profetas do Senhor...” (1Rs 18.22), disse ele no Monte Carmelo. No imaginário de Elias, ele era a única pessoa fiel ao Senhor na terra, julgava no seu íntimo que todos os demais haviam abandonado a Deus.
Quando o Senhor o encontra numa caverna, a justificativa do profeta beira o vitimismo: “Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida” (1Rs 19.10).
Primeiro, Deus o sustentou e o protegeu em todo tempo. Segundo, ele experimentou o poder do céu. Terceiro, ele nunca esteve só. Deus, então, adverte Elias e o informa: conservei sete mil que não se dobraram a Baal. Longe dos holofotes existe muita gente boa servindo a Deus. A obra de Deus é realizada por inúmeros anônimos, mas que mantêm uma vida digna. Elias foi muito temente a Deus, mas não foi o único. Não podemos cair no erro de achar que apenas nós fazemos a obra do Senhor, uma vez que ele tem levantado muitas pessoas para servi-lo.

Extraído do livreto Cada Dia – 07/03/24

quarta-feira, 6 de março de 2024

O PIOR CAPÍTULO

 


... Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma,
pois não sou melhor do que meus pais.” (
1 Reis 19.4).

Jezabel, a impiedosa mulher de Acabe, enviou um mensageiro com ameaças para Elias. Assim, o mesmo homem que sozinho derrotou um exército, viu-se profundamente abatido por um garoto de recados. Admito, esse é o retrato dos dias humanos. Deus já nos concedeu tantos livramentos e, ainda assim, sofremos antecipadamente pelos problemas vindouros.
Passamos a vivenciar uma profunda crise de sentido. Já lutamos, já vencemos, mas nosso íntimo ainda se angustia com a ideia da derrota. A gente se acostuma demais na luta contra o sofrimento e, no fim, acaba se acostumando com a dor. Nem todos os costumes são bons. Nem todas as lutas são más. Elias, logo após o melhor capítulo de sua vida, passou a encarar o pior. Profundamente abatido, ele se assentou debaixo de uma árvore e desejou morrer.
Depressão não é falta de Deus ou de fé. Elias tinha Deus e muita fé. Depressão é uma enfermidade tratável e plenamente curável. Sabedor disso, Deus alimenta Elias outra vez. Agora por meio de um anjo, lhe oferecendo assim o maior alimento humano: a palavra de Deus. Essa que veio somada de um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água. Qual foi a palavra vinda do céu? “Levanta-te e come.” (1Rs 19.5). Assim o fez, e caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus (1Rs 19.8).

Extraído do livreto Cada Dia – 06/03/24

terça-feira, 5 de março de 2024

O MELHOR CAPÍTULO

 


Com aquelas pedras edificou
o altar em nome do Senhor...”
 (1 Reis 18.32).

No capítulo 18 de 1 Reis, Elias viveu o apogeu da obra profética, o ápice de seu ministério. Derrotou os profetas de Baal e os profetas do poste-ídolo que comiam à mesa de Jezabel (1Rs 18.19). Fez fogo cair do céu para consumir o sacrifício, a lenha, as pedras e a terra (1Rs 18.38) e ainda orou pela chuva e assim Deus atendeu (1Rs 18.45). Trata-se de um profeta vitorioso, extraordinário e poderoso.
O poder de Deus é ilimitado. “Uma vez falou Deus, duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus.’’ (Sl. 62.11). Ele tudo pode, tudo faz. Verificar os grandes feitos de Elias é apontar para a glória de Deus. O Senhor usa pessoas para realizar obras na Terra. Preciosa a lição de Atos 19.11, ao expressar que “Deus, pelas mãos de Paulo, fazia milagres extraordinários...” Isto é, Deus faz, é dele a força impulsionadora e criativa. Ao mesmo tempo, ele decide usar mãos de pessoas para agir.
Elias, o apóstolo Paulo, você e tantos quantos estiverem disponíveis para serem usados pelo Senhor. O melhor capítulo da nossa história é o quanto entendemos que o Senhor quer nos usar. Elias entendeu isso e o Senhor, por meio dele, fez extraordinários milagres. O poder não vem do profeta, vem do céu. O profeta é um instrumento. A história humana sempre ganha um novo capítulo quando se decide obedecer a Deus.

Extraído do livreto Cada Dia – 05/03/24

segunda-feira, 4 de março de 2024

O FILHO RESSUSCITADO

 


O Senhor atendeu à voz de Elias; e a alma
do menino tornou a entrar nele, e reviveu.”
 (1 Reis 17.22).

Uma dor inexplicável: assim pode ser definido o sentimento dessa mãe. Ela já sepultou o esposo e agora seu filho adoece e morre. O profeta Elias está na casa quando o diagnóstico chega, ele ouve o desespero da mãe. Essa devastadora notícia veio logo em seguida de um milagre na panela e na botija daquela casa. Tragédias não respeitam calendário. Algumas lutas são imediatamente sequenciais às vitórias da vida. Após a fartura, a morte.
O profeta tomou o cadáver nos braços e foi para o quarto, onde “estendendo-se três vezes sobre o menino, clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, rogo-te que faças a alma deste menino tornar a entrar nele.” (1Rs 17.21). As atitudes de Elias revelam intimidade com Deus e persistência. O quarto é ambiente de encontro com o Pai. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto...” (Mt 6.6), nos ensinou o Senhor Jesus.
E lá, no quarto, Elias insiste três vezes, clamando ao Senhor. Algumas orações são atendidas de primeira, outras após um período de busca. Precisamos persistir. Deus honrou a fé do profeta e ele entrega o filho vivo nos braços da mãe. Um grande testemunho é proclamado por ela sobre Elias: “tu és um homem de Deus e que a palavra do Senhor na tua boca é verdade.” (1Rs 17.24).

Extraído do livreto Cada Dia – 04/03/24

domingo, 3 de março de 2024

UMA SENHORA VIÚVA

 


... chegando à porta da cidade, estava ali
uma mulher viúva apanhando lenha...”
 (1 Reis 17.10).

O encontro de Elias com a viúva de Sarepta é muito precioso. Essa viúva nos ensina grandiosas e verdadeiras lições. A primeira é não parar de lutar. Relata o versículo 10 que “estava ali uma viúva apanhando lenha.” Interessante que ela tinha mínima e derradeira provisão. Apenas um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija. Nada mais. Fim da linha. Pergunto: para que continuar apanhando lenha? A despensa está escassa. Ah! Porém, a esperança não.
“Bem-aventurado aquele servo que o seu senhor, quando vier, achar servindo assim.” (Mt 24.46). Ela não para de lutar só porque parece o fim. Ela não desiste e continua apanhando lenha. Precisamos dessa noção para o reino de Deus. Aliás, “Ninguém que, tendo posto a mão no arado, olha para trás é apto para o reino de Deus.” (Lc 9.62). A atitude da viúva nos ensina constância, persistência e esperança.
A segunda lição é ter disponibilidade. “Traze-me, peço-te, uma vasilha de água para eu beber.”, pediu o profeta. Informa o versículo 11 que ela foi imediatamente buscar. Apesar de não ter comida para oferecer, ela tem água disponível. Bem-aventurados sejam aqueles que mesmo em meio às adversidades conseguem manter o coração disponível. No meio da disponibilidade da nossa vida em servir, o Senhor opera milagres.

Extraído do livreto Cada Dia – 03/03/24

sábado, 2 de março de 2024

ELIAS E A VIÚVA

 


... vai a Sarepta, que pertence a Sidom, e demora-te ali, onde ordenei uma mulher viúva que te dê comida.”
1 Reis 17.9

A palavra do Senhor encontra mais uma vez o coração do profeta. O destino tem nome: Sarepta. O nome tem significado: fornalha de fundição. A anfitriã preparada por Deus tem uma condição: viuvez. A despensa da casa hospedeira tem uma situação: desabastecida. Ao sair da região de Querite, podemos imaginar a alegria do profeta ao seguir adiante. “Corvos nunca mais”, deve ter ele pensado, ou até mesmo “chega de patas sujas trazendo minha comida”.
No entanto, chegando à porta da cidade, encontra uma mulher sem quaisquer condições materiais de ajudá-lo. Está agora o profeta Elias diante das migalhas dessa viúva e é a partir da escassez que o milagre acontece. Deus também age tendo o pouco como ponto de partida. Ele também transforma migalhas em farta provisão. “A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará...”, disse o Senhor (1Rs 17.14).
Muitas pessoas vivem correndo atrás de caminhões de bênçãos e acabam com migalhas. Mas todo aquele que humildemente aceita o tempo das migalhas, encontra um caminhão de bênçãos posterior. Que grande lição para Elias e para nós. Talvez alguém esteja vivendo um tempo de migalhas emocionais, financeiras, afetivas. Não se desespere. A partir das migalhas Deus pavimenta o caminho da provisão e você pode desfrutar essa bênção.

Extraído do livreto Cada Dia – 02/03/24

sexta-feira, 1 de março de 2024

ELIAS E OS CORVOS

 


Beberás da torrente; e ordenei aos
corvos que ali mesmo te sustentem.”
 (1 Reis 17.4).

A impiedade consumia a nação. Acabe e Jezabel formavam uma expressão elevada da malignidade. O juízo chegou, o tempo é de escassez. Deus envia o profeta Elias para o lado oriental, junto à torrente de Querite, fronteira com o rio Jordão. Eis a orientação divina: os corvos trarão alimento para o profeta. Pão e carne, pela manhã e ao anoitecer.
Detalhe: Levíticos 11.15 insere os corvos no rol de aves impuras. “Todo corvo, segundo a sua espécie.” A ordem é taxativa: corvo é ave impura. Segundo a lição de Gênesis 8.7, antes de soltar uma pomba da arca, Noé soltou um corvo. Isso porque o corvo não retornaria mais, na medida em que as águas baixassem a ponto de as ossadas começarem a emergir. Corvo é símbolo da impureza. Qual será, portanto, o recado que o Senhor quer nos transmitir?
Muitas vezes a provisão divina não virá envelopada em boa aparência. Podemos estranhar a embalagem, mas o conteúdo sempre será suficiente para suprir nossas necessidades. Quando Deus ordena, até os corvos obedecem. A autoridade de Deus não se dirige apenas aos anjos. Seu soberano poder é no céu, na terra e debaixo da terra. Há fases na vida em que podemos ser alimentados por corvos, são as situações mais adversas. 
O Pai não está pactuando com a impureza, mas ensinando que a autoridade do céu é absoluta em prover.

Extraído do livreto Cada Dia – 01/03/24