quinta-feira, 14 de março de 2024

GENEROSIDADE EM SUNÉM

 


Disse-lhe o profeta: por este tempo,
daqui a um ano, abraçarás um filho.”
 (2 Reis 4.16).

Eliseu passava por Súnem, quando foi alvo da generosidade de uma família. A mulher sunamita sempre preparava para ele uma refeição. Em acordo com seu marido, organizou para o profeta um cômodo para hospedagem sempre que ele desejasse. Deus sempre levanta pessoas com desprendimento e benevolência para abençoar seus filhos. Um belo dia Eliseu disse ao seu auxiliar Geazi: “chama a sunamita” (2Rs 4.12). Esse dia mudou de vez a história dessa família.
Um ambiente recheado de generosidade sempre é propício para milagres. Aquela mulher não tinha filhos, embora quisesse muito ter. Eliseu, usado por Deus, garantiu que no período de um ano ela estaria abraçando um neném. Dito e feito. No entanto, a fé não afasta os desafios. Pelo contrário, ela ajuda a superar. Tendo crescido o menino, adoeceu e morreu nos braços da mãe. Tragédias não respeitam calendário.
O desespero toma conta da família. O contato com o profeta, no entanto, permanece. Eliseu envia Geazi e nada foi resolvido. Quando o profeta vai pessoalmente ao encontro da família enlutada, o milagre acontece. O toque de Deus alcançou aquela vida, que foi devolvida à generosa mãe. O poder de Deus não está limitado a dar ou retirar vida, ele pode reavê-la. Ele é o dono da vida. Que as obras gloriosas do Senhor continuem alcançando famílias.

Extraído do livreto Cada Dia – 14/03/24

quarta-feira, 13 de março de 2024

O MILAGRE DA PROVISÃO

 


... vai, vende o azeite e paga a tua
dívida; e, tu e teus filhos, vivei do resto.”
 (2 Reis 4.7).

A viúva do aluno da escola de profetas de Eliseu tinha um testemunho claro sobre o falecido: “tu sabes que ele temia ao Senhor”. Aquele homem deixou a família sem recursos financeiros, no entanto, deixou um legado de fé. Quem teme ao Senhor tem garantias. É certo que nossos lares precisam da providência do Senhor. O que fazer quando a única alternativa é a provisão do alto?
Primeiro, avalie o que você tem hoje (vs 2). Podemos não ter dinheiro, mas ter força. Podemos estar sem força nos braços, mas com raciocínio. Em vez de focar no que não tem, foque no que tem. Segundo, entenda que o milagre está na vivência comunitária (vs 3). Não se isole, nem tenha medo de pedir ajuda. Toda multiplicação tem um ponto de partida: a dela era uma porção de vasilhas vazias que ela mesma não tinha, mas seus vizinhos, sim. A medida do milagre é avaliada pela quantidade de vasilhas alcançadas.
Terceiro, feche a porta (vs 4 e 5). Os filhos precisam conhecer a realidade, não adianta maquiar ou esconder. Não é não. 
A providência de Deus vem quando fechamos a porta para o supérfluo, o consumismo, a indiferença. Há muita gente buscando os milagres de Deus porta afora, quando ele tem muito para nos dar porta adentro. Ao cumprir os princípios da palavra de Deus viveremos o milagre da provisão.

Extraído do livreto Cada Dia – 13/03/24

terça-feira, 12 de março de 2024

MANANCIAL

 


Então, saiu ele ao manancial
das águas e deitou sal nele...”
 (2 Reis 2.21).

No extraordinário milagre de transformação das águas de Jericó, Eliseu pediu um prato novo e sal. É muito importante notar qual foi o direcionamento de Deus por meio do profeta: o conteúdo foi lançado no manancial das águas. Não foi onde o rio deságua, tampouco em uma foz. Foi onde ele nasce. Eis uma preciosa lição: para tratar as amarguras da vida, precisamos visitar a origem. O sal foi derramado do prato, direto na nascente.
O ser humano passa muito tempo administrando consequências, porque não trata os problemas na raiz. Aliás, é mais fácil gerir repercussões do que encarar a fonte das demandas. Trata-se do paliativo. Isto é, aquilo que não resolve, somente atenua. Na história humana a origem de toda desordem tem nome: pecado, “... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus...” (Rm 3.23). Encarar esse fato requer quebrantamento, humildade e persistência.
É evidentemente menos custoso passar a vida sem encarar a origem das nossas tribulações, quer sejam familiares, profissionais ou espirituais. Porém, não há resultado sem um olhar honesto para o passado. Precisamos ir ao manancial das águas, pedir ao Espírito Santo que nos conceda arrependimento e discernimento. Eliseu foi sábio, encarou a nascente do problema e, assim, “ficaram saudáveis aquelas águas” (2Rs 2.22).

Extraído do livreto Cada Dia – 12/03/24

segunda-feira, 11 de março de 2024

PRATO NOVO E SAL

 


Ele disse: Trazei-me um prato novo
e ponde nele sal. E lho trouxeram.”
 (2 Reis 2.20).

Eliseu foi usado por Deus para tornar saudáveis as águas amargas de Jericó. O profeta foi procurado por homens da cidade que informaram que, apesar de ser ela bem situada, as águas eram más e a terra estéril (2Rs 2.19). Esse é um diagnóstico atual, quando o que é interno difere do que é externo. Por fora, uma cidade bem localizada, por dentro, amargura. Isso pode acontecer com cidades, países e, claro, com pessoas. A resposta de Eliseu apresentou uma receita milagrosa.
Primeiro, ele pediu um prato novo. Milagres seguem novidade de vida. Deus faz coisas inéditas. O prato do milagre não pode ter sido usado antes. Fomos chamados para andar em “novidade de vida” (Rm 6.4). O Senhor Jesus nos abriu um “novo e vivo caminho” (Hb 10.20). Quem está em Cristo nova criatura é, tudo se fez novo (2Co 5.17). Deus tem milagres novos para seus filhos.
Segundo, nesse prato precisa ser colocado sal. As ofertas de alimentos naquele tempo deveriam ser temperadas com sal 
(Lv 2.13). Sal é sinônimo de gosto, de conservação, de substância. Jesus disse: “vós sois o sal da terra” (Mt 5.13). Paulo disse: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um.” (Cl 4.6). Que a nossa vida seja uma caminhada de milagres, com novidade e muito gosto por viver.

Extraído do livreto Cada Dia – 11/03/24

domingo, 10 de março de 2024

SUCESSO E SUCESSOR

 


Havendo eles passado, Elias disse a Eliseu:
Pede-me o que queres que eu te faça...”
 (2 Reis 2.9).

Não existe sucesso sem sucessor. Pais educam seus filhos na expectativa da continuidade digna da descendência familiar; mestres investem em seus discípulos para que esses formem novos discípulos; grandes empreendedores formam aqueles que vão substituí-los nos cargos quando chegar a hora da aposentadoria. Uma das marcas do êxito familiar, ministerial ou profissional é conseguir formar pessoas, transmitir valores, estabelecer sucessores.
Deus é perito nisso. Com a conclusão, de forma gloriosa, do ministério de Elias, o próprio Senhor indicou o sucessor: Eliseu. A carreira de um ser humano não é um fim nela mesma. Imprescindível é a continuidade. Um planta, outro rega, mas Deus concede o crescimento. Elias, sabedor de seu dever de preparar um sucessor, pergunta a Eliseu o que ele quer. 
O pedido é audacioso: porção dobrada.
A resposta de Elias traz consigo uma grande lição. Ele informa a dureza do pedido. “Dura coisa pediste”, são as palavras do experiente profeta (2Rs 2.10). Isso porque quanto maior o poder, maior a responsabilidade. Quanto maior a porção, maior o nível de exigência. Todo bônus carrega em si um ônus. Assim como não há sucesso sem sucessor, não há porção abundante sem suor. Investir em pessoas e conscientizá-las da responsabilidade de viver é tarefa fundamental.

Extraído do livreto Cada Dia – 10/03/24

sábado, 9 de março de 2024

PEDIDO DESCONSIDERADO

 


... e Elias subiu ao céu
num redemoinho.” (
2 Reis 2.11)

Elias e Enoque formam uma lista muito seleta das Escrituras Sagradas: foram para o céu sem experimentar a morte. Gênesis 5.24 informa que “Andou Enoque com Deus e já não era, porque Deus o tomou para si.” Em 2 Reis 2.11 está relatado que um carro de fogo, com cavalos de fogo, separou Eliseu de Elias e este subiu ao céu num redemoinho. Que extraordinário privilégio para o profeta Elias encerrar dessa forma seu ministério.
Há um detalhe que precisa ser destacado. Houve um momento da vida de Elias em que ele pediu para morrer. A súplica agonizante do profeta foi: “Basta; toma agora, ó Senhor, a minha alma, pois não sou melhor do que meus pais.” (1Rs 19.4). Já pensou se Deus tivesse atendido ao pedido de Elias? A trajetória de vida dele teria sido frustrada. Soberano e sábio, o Senhor desconsiderou o pedido de Elias.
Ainda bem que existem orações que fazemos e Deus desconsidera. Elias continuou vivendo, exercendo seu propósito e – no final – o Eterno, de forma extraordinária, o leva para as mansões celestiais sem abraçar a morte. Elias foi arrebatado, portanto não morreu. O pedido dele, fruto de antiga angústia, foi desconsiderado por Deus. Saiba que muitas de nossas orações não são atendidas em razão da graça de Deus e do fato de que ele sabe o que é melhor para nós.

Extraído do livreto Cada Dia – 09/03/24

sexta-feira, 8 de março de 2024

DEUS DOS MONTES E DOS VALES

 


Porquanto os siros disseram: O Senhor
é Deus dos montes e não dos vales...”(1 Reis 20.28).

Os siros acharam que o poder de Deus estava limitado a um tipo de lugar, imaginaram que mudando o território da batalha, a vitória seria certa. O Eterno provou que não. A história se repete hoje: alguns creem apenas no Deus dos montes. Naquele tempo, sem aviões e arranha-céus, o mais alto que as pessoas chegavam era nos montes – símbolo de grandeza. Hoje, muitos só possuem devoção à figura divina dos grandes prodígios, tratam Deus como um ser que só se mantém no cargo enquanto garantir sucesso e esquecem que ele também cuida de detalhes.
Alguns lembram de Deus apenas nos vales. Vivem sem Deus enquanto a dor não chega. Para esses, a experiência de fé é relevante apenas para o vale da sombra da morte. O ser divino se torna uma espécie de escape infantil para demandas graves, sobretudo emocionais. Quando tudo vai bem, não se lembram de Deus. Quando o primeiro problema chega, as orações voltam ao lar.
Nosso Deus está nos montes e nos vales. Ele é Deus nas crises e nas oportunidades; no salão de festa e no leito de UTI; nos ganhos e nas perdas; na casa cheia de amigos e na casa tomada por credores. Que Deus nos conceda essa fé́ – que aprendamos a conviver com altos e baixos e que nos lembremos que a experiência espiritual não é escudo de conveniência, mas sim armadura de sobrevivência.

Extraído do livreto Cada Dia – 08/03/24