quinta-feira, 21 de março de 2024

DIA DE BOAS NOVAS

 


Então disseram uns para os outros: Não
fazemos bem; este dia é dia de boas-novas...”
 (2 Reis 7.9)

Samaria, a capital do reino do norte de Israel, estava cercada, o impiedoso exército dos siros não permitia que nada ou ninguém saísse ou entrasse. Caos e miséria definem esse momento da história. Na entrada da porta da cidade, o texto bíblico lança luz sobre quatro homens. As Escrituras não declinam os nomes, mas sim a condição: leprosos. Um diálogo entre eles é estabelecido, a pauta era a vontade de viver.
“Para que estaremos nós aqui sentados até morrermos?” (2Rs 7.3). Essa é a direção do coração deles. Estavam doentes e famintos, porém, com um inquestionável gosto pela vida. Tiveram a ideia de ir até o arraial dos siros. Se entrassem na cidade, morreriam de fome. Se ficassem parados, seriam capturados. Decidiram, então, avançar. Deus, por sua vez, honrou a esperança daqueles homens e produziu um grande ruído que afugentou os siros.
Quando os leprosos chegaram no arraial, já sem perigo, eles se fartaram, encontraram prata, ouro e vestes. Ao irem embora, a consciência foi tomada por um prenúncio do Evangelho. Estavam alimentados, mas o povo em Samaria estava faminto. Lembraram-se que aquele era um dia de boas-novas e foram anunciar que havia suprimento para todos. Eis o nosso papel: não guardar a provisão divina de forma egoísta, mas proclamar para o mundo inteiro que o Pão da Vida está entre nós.

Extraído do livreto Cada Dia – 21/03/24

quarta-feira, 20 de março de 2024

OLHOS ABERTOS

 


Orou Eliseu e disse: Senhor, peço-te
que lhe abras os olhos para que veja.”
 (2 Reis 6.17)

A guerra do rei da Síria contra Israel estava intensa, as estratégias de guerra eram astutas. No entanto, o Senhor sempre avisava Eliseu qual era o cronograma dos sírios e, assim, o rei de Israel era alertado. O líder da Síria chegou a pensar que havia um traidor em seu próprio exército, pois o vazamento de informações era enorme. Quando disseram que, na verdade, Eliseu era o grande informante, o rei da Síria mandou prendê-lo.
O profeta estava em Dotã e para lá, o rei inimigo enviou cavalos, carros e fortes tropas. A cidade foi totalmente cercada com alto poderio bélico. O auxiliar de Eliseu entrou em desespero. De fato, era impossível saírem dali livres, as forças inimigas eram inigualáveis. É nesse momento que Eliseu encoraja seu discípulo: “Não temas, porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles.” (2Rs 6.16).
Como assim? É visivelmente lógico que eles estavam em franca desvantagem. Eliseu e seu moço eram presas fáceis. Trata-se, porém, da visão espiritual. Os olhos do moço precisavam ser abertos para contemplar as realidades sobrenaturais. Havia ao redor de Eliseu cavalos e carros de fogo enviados pelo Senhor. Precisamos decidir se vamos confiar na visão humana ou na visão celestial. Que você tenha olhos abertos para perceber o agir de Deus hoje e sempre.

Extraído do livreto Cada Dia – 20/03/24


terça-feira, 19 de março de 2024

O MACHADO FLUTUANTE

 


... então Eliseu cortou um pau, e
lançou-o ali, e fez flutuar o ferro.”
 (2 Reis 6.6).

Eliseu investiu seu ministério na formação de discípulos, ele liderava escolas de profetas. Houve expressivo crescimento na atuação acadêmica e o diagnóstico dos alunos foi: “eis que o lugar em que habitamos contigo é estreito demais para nós.” (2Rs 6.1). Surge a necessidade de expandir. Não devemos nos acostumar com o aperto. Os aprendizes poderiam ficar acomodados, mas propuseram avançar.
Com um belo trabalho em equipe, cortaram madeira, tomaram vigas para o início da construção. Um dos alunos, porém, enquanto derribava um tronco, deixou o machado cair na água. Surge o desespero: o machado era emprestado. Não apenas o instrumento de trabalho foi para o fundo do rio, como ficou notório o prejuízo. Já pensou perder algo emprestado? Já aconteceu com você? Não é a melhor sensação.
Perder o machado significava eliminar o elemento essencial para dar sequência ao projeto de expansão. Algumas perdas ocorrem enquanto estamos envolvidos em empreitadas dignas e justas. Para nós, crentes no Senhor, há um elemento extra: o sobrenatural. Eliseu perguntou onde caiu o machado, cortou um pau, lançou-o ali e fez flutuar o ferro. Contrariando a lei da física, o machado é recuperado e o projeto segue. Nos propósitos da vida convido você a deixar espaço para milagres acontecerem.

Extraído do livreto Cada Dia – 19/03/24

segunda-feira, 18 de março de 2024

MERGULHOS DIVINOS

 


Então, desceu e mergulhou no Jordão sete vezes,
consoante a palavra do homem de Deus...”
 (2 Reis 5.14).

Quando Jesus pregou em Nazaré, afirmou que “havia também muitos leprosos em Israel nos dias do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Naamã, o siro.” (Lc 4.27). De fato, um milagre protagonizado por Deus, através do profeta e da menina israelita que servia a esposa do comandante. O soberano Senhor sempre desenha formas para alcançar você.
Quando Naamã conseguiu acesso a Eliseu, o mensageiro do profeta disse: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será restaurada, e ficarás limpo” (2Rs 5.10). O enfermo, porém, ficou indignado, pois esperava que o profeta simplesmente usaria as mãos e efetivaria a cura. A história se repete: muitos querem definir o modo de Deus agir. No entanto, o Senhor não está reduzido a métodos e formas, ele age como e quando quer. Inquestionável é a soberania divina.
Havia no comandante traços de orgulho, recusava-se a mergulhar no Jordão, ao julgar que Abana e Farfar, rios de Damasco (Síria), eram melhores do que as águas de Israel. Nada obstante, convencido pelos seus auxiliares, resolveu efetuar os sete mergulhos, afogou seu orgulho e ficou curado. Quão divinos foram aqueles mergulhos, quão poderoso é o Deus de Israel. Ele age de múltiplas formas, cabe a nós a humildade de obedecer aos comandos divinos.

Extraído do livreto Cada Dia – 18/03/24

domingo, 17 de março de 2024

A MENINA E O DIVINO

 


... e da terra de Israel levaram cativa uma menina, que ficou ao serviço da mulher de Naamã.”
(2 Reis 5.2).

As enfermidades podem chegar em qualquer lar. Naamã era comandante do exército de Ben-Hadade II, rei da Síria. Mesmo sendo o segundo na escala do poder, o oficial foi acometido de lepra – doença terrível e incurável nos padrões da época. Havia, no entanto, em sua casa uma menina israelita que servia sua esposa. Essa moça, cujo nome não sabemos, tinha sido capturada na guerra. Lamentavelmente presa por fora, mas gloriosamente livre por dentro.
Convicta do poder do Deus de Israel e da autoridade do profeta Eliseu, disse ela à sua senhora: “Tomara o meu senhor estivesse diante do profeta que está em Samaria; ele o restauraria da sua lepra.” (2Rs 5.3). Essa simples frase carregou notória compreensão de fé e dividiu a história de Naamã. Deus usa os anônimos. Aqueles que a sociedade despreza são profundamente amados pelo Senhor.
Dentro dos desígnios divinos, Deus usa pessoas – de diferentes histórias, condições e lugares. Precisamos notar algo: o que tinha essa menina para ser levada a sério? Pouca idade, estrangeira e cativa: um prato cheio para o descrédito. Porém, ao se pronunciar, imediatamente Naamã foi providenciar o que a menina havia dito. Resposta: essa menina foi instrumento de Deus e totalmente sensível à voz dele. Seja também assim. O Senhor quer usar você como resposta para este mundo.

Extraído do livreto Cada Dia – 17/03/24

sábado, 16 de março de 2024

FARTURA DIVINA

 


Então, lhos pôs diante; comeram, e ainda
sobrou, conforme a palavra do Senhor.”
 (2 Reis 4.44).

Deus sempre foi especialista em alimentar seus filhos. Desde sempre ele é perito na arte de multiplicar. Nas páginas do Novo Testamento isso ficou muito claro para todos. A primeira multiplicação dos pães e peixes (Mc 6.30-43) foi no território de Israel; a segunda, em ambiente gentio (Mc 8.1-10). Na primeira, havia lugar próximo que, segundo os discípulos, quem quisesse poderia comprar algo para comer. Na segunda, o deserto era implacável.
Engana-se quem pensa que relatos de provisão alimentar ocorreram apenas no conteúdo do Novo Testamento. Nas linhas do Antigo Testamento, Deus também usou Eliseu para tal feito. Um homem procurou o profeta oferecendo vinte pães e espigas verdes. Porém, precisavam ser alimentados cem homens. Humanamente impossível. O cenário seria a escassez. Geazi, servo de Eliseu, se desespera: “Como hei de eu pôr isso diante de cem homens?” (2Rs 4.43).
O apóstolo André, diante dos cinco pães e dois peixes, teve a mesma inquietação: “mas isto que é para tanta gente?” (Jo 6.9). 
A natureza humana é inquieta. A tendência de esperar pelo pior por vezes preenche o coração. No entanto, fundamentados na lógica do céu, percebemos que Deus alimenta seu povo desde sempre. Ontem, hoje e sempre contamos com a fartura divina. O Senhor, vale a pena repetir, é especialista em provisão.

Extraído do livreto Cada Dia – 16/03/24


sexta-feira, 15 de março de 2024

MORTE NA PANELA

 


...Tira de comer para o povo. E já
não havia mal nenhum na panela.”
 (2 Reis 4.41).

Existem momentos em que os dissabores da vida nos alcançam enquanto buscamos atividades necessárias para subsistir. 
A aflição não chega apenas quando a direção está equivocada. No caminho certo também há dores. Eliseu está em Gilgal, havia fome naquela terra e seus discípulos precisam se alimentar. O caminho naturalmente lógico é buscar mantimentos e preparar uma refeição. É exatamente isso o que o profeta determina. Saciar a fome é digno e necessário.
Foi feito um caldo a partir de uma planta silvestre. Aconteceu que “Enquanto comiam do cozinhado, exclamaram: ‘‘Morte na panela, ó homem de Deus! E não puderam comer.” (2Rs 4.40). Muitas vezes o ser humano é envenenado enquanto procura as coisas básicas da vida. Precisamos tomar todo cuidado. Uma informação é importante e está no final do versículo 39: “visto que não as conheciam”.
Isto é, eles não conheciam a planta, mesmo assim colocaram na panela. Precisamos aprender a discernir, avaliar e verificar. “Com a sabedoria edifica-se a casa, e com a inteligência ela se firma” (Pv 24.3). Felizmente Eliseu, guiado pelo Senhor, interrompeu o ciclo da morte ao colocar farinha (que eles bem conheciam) na panela. Fica a grande lição: não se alimente de fontes desconhecidas. Com o intuito de matar a fome, o homem pode acabar morrendo.

Extraído do livreto Cada Dia – 15/03/24