terça-feira, 25 de junho de 2024

ANTES DA LEI, O AMOR

 


Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei
da terra do Egito, da casa da servidão.” (Êxodo 20.2).

Antes de entregar os 10 mandamentos a Moisés e ao povo, Deus revelou o seu amor por nós. Antes de se apresentar como legislador, Deus se apresenta como redentor. Deus poderia ter dito: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso, portanto, me obedeçam!” Isso já seria suficiente para obedecê-lo, certo? Mas ele escolheu dizer: “Eu sou o Senhor, teu Deus.” Ele não é um Deus distante e impessoal! Em outras palavras, Deus está dizendo “nós temos um relacionamento pessoal. E eu tomei a iniciativa de iniciar esse relacionamento.”

O relacionamento entre Deus e o seu povo precede os mandamentos de Deus para o seu povo. No momento em que os 10 mandamentos são dados, Deus já amava o povo. Ele não disse: “Faça o que eu quero e eu vou tirar vocês do Egito”. Ele está dizendo: “Eu tirei vocês do Egito, portanto, façam o que eu quero”. Não se trata de obedecê-lo para que ele ame você; é sobre ele amar você e ajudá-lo a obedecê-lo.

Em várias religiões eu vejo que primeiro eu obedeço para depois ser salvo. No Evangelho aprendo que primeiro eu sou salvo para depois obedecer. E é por causa dessa redenção que podemos voltar para a lei e obedecê-la. Jamais como caminho para a salvação e sim como expressão da nossa gratidão ao eterno e poderoso Senhor por tão grande salvação.

Extraído do livreto Cada Dia – 25/06/24

segunda-feira, 24 de junho de 2024

CERCADO POR AMOR

 


Filho meu, ouve o ensino de teu pai
e não deixes a instrução de tua mãe.” (Provérbios 1.8).

A palavra hebraica para lei é torah. O termo torah é usado em Provérbios quando o pai, que ama seus filhos, os ensina a viver com sabedoria para que possam prosperar na vida. 
A lei, a torah, existe porque Deus nos ama e quer que tudo vá bem conosco. O Deus Todo-Poderoso não se move até nós para cortar o nosso barato com leis ultrapassadas e pesadas de carregar. Deus vem até nós com princípios e valores que devem nortear a nossa vida numa direção correta e segura.

Você deixaria seu filho pequeno brincar no quintal da sua casa sem uma cerca de proteção? Provavelmente não. A gente sabe que a falta de limites pode destruí-lo. Um filho pode até achar o pai cruel porque limitou a sua liberdade. Mas o que para o filho é um ato de repressão é, na verdade, um ato de grande amor do pai.

O filho pode até querer pular a cerca que o pai construiu. Mas um dia ele vai aprender que a verdadeira liberdade não é a liberdade para pular a cerca, mas a liberdade para brincar no quintal. Não é a liberdade para você fazer o que tem vontade. Mas a liberdade para fazer o que é da vontade do Pai. Através de seus mandamentos Deus está dizendo o quanto ele nos ama e que toda a lei é uma espécie de cerca que nos protege para que possamos correr livremente sem sermos feridos.

Extraído do livreto Cada Dia – 24/06/24

domingo, 23 de junho de 2024

VOCÊ É FILHO AMADO

 


Vede que grande amor nos tem concedido o Pai,
a ponto de sermos chamados filhos de Deus...” (1 João 3.1a).

Quando você tiver medo do desamparo, lembre-se que é filho amado de Deus. Ele jamais abandona você. Quando entrar em pânico por perceber que perdeu o controle da vida, lembre-se que é filho amado de Deus. Você perdeu o controle, mas sua vida não está desgovernada. O seu Pai nunca perde o controle. Quando tiver incertezas quanto ao futuro, lembre-se que é filho amado de Deus. Ele já está no futuro preparando o caminho. Quando estiver lutando por afirmação e aceitação, lembre-se que é filho amado de Deus. Ele aceitou você do jeito que você é.

Não há nada que alguém fale que possa elevar e qualificar mais você, porque você já é filho amado de Deus. Esse é o topo da afirmação humana. Não existe maior honra do que ser chamado de filho do Pai celestial. E não há nada que alguém fale que possa desqualificar você, porque, mesmo em meio aos seus maiores erros, você continua sendo filho amado de Deus.

Você já deve ter ouvido muitas vezes que Deus é seu Pai. Mas será que isso já entrou no seu coração? Talvez essa afirmação ainda seja somente uma teoria que você tem a respeito de Deus, não uma experiência com Deus como o seu Pai. Que neste instante você experimente a paternidade de Deus. Que no meio de suas crises e medos você ouça o Espírito Santo dizer: “Você é filho amado de Deus!”

Extraído do livreto Cada Dia – 23/06/24

sábado, 22 de junho de 2024

PAPAI

 


“… vocês não receberam um espírito que os escravize…mas receberam o Espírito que os torna filhos por adoção…” (Romanos 8.15).

Para a maior parte do mundo antigo os deuses não eram reconhecidos como pais. Eram, na verdade, divindades distantes e inacessíveis. Os povos pagãos viviam sob o temor de seus deuses. O judeu, por sua vez, reconhecia a paternidade de Deus. Ele até chamava Deus de pai. Mas acredito que eles entenderam isso mais no sentido nacional do que no sentido pessoal. Deus era o Pai que cuidava da nação de Israel, mas não o Pai com quem eu poderia ter um relacionamento pessoal.

Bem diferente do que Jesus ensinou. Jesus usou a palavra abba para falar com Deus. Abba era um termo aramaico e um modo carinhoso de a criança chamar seu pai, semelhante ao nosso papai. Interessante que a Bíblia diz que também podemos chamar Deus de ‘‘Abba, Pai”. Podemos nos relacionar com Deus carinhosamente como nosso papai. Ou seja, podemos ter intimidade e comunhão com Deus. A mesma intimidade e comunhão que o Deus Filho tem com o Deus Pai.

Falar de Deus como Pai é se relacionar com o Deus que está sempre acessível. Ele é Deus presente. Ele é Deus conosco. Deus é o pai que está sempre disponível. Ele nunca está ocupado demais para não dar atenção a você. Por isso que você pode se achegar a ele a qualquer hora e em qualquer lugar, sorrindo, chorando, contente, com medo, não importa, ele é o seu papai.

Extraído do livreto Cada Dia – 22/06/24

sexta-feira, 21 de junho de 2024

VOLTA PARA CASA

 


Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que creem no seu nome.” (João 1.12).

Não há dúvida de que todos os seres humanos foram criados por Deus e são abençoados por Deus. Deus manifesta seu amor, sua misericórdia a toda criação: a crentes e a descrentes, a cristãos e a ateus. No entanto, isso não significa que, por natureza, os seres humanos têm um relacionamento com Deus como seus filhos. Nem todos são filhos espirituais de Deus, mas todos podem se tornar filhos de Deus.

Qualquer um pode ser parte da família dele. Isso não depende do seu DNA, dos seus direitos e méritos, da sua genealogia, da sua prática religiosa, de suas prerrogativas morais. Só há um jeito. Um só caminho. E esse caminho é Jesus. A porta de entrada da casa do Pai está aberta a todos os que se arrependem de seus pecados e recebem o Filho de Deus como Senhor e salvador pessoal.
É nesse momento que acontece o milagre da adoção espiritual.

Eu, inimigo de Deus, torno-me, mediante a fé em Jesus, um filho de Deus. E posso dizer uma coisa? A casa do Pai tem muitas moradas. Há lugar para você nela. Há lugar para os piores pecadores. Deus não é um tipo de CEO celestial que primeiro avalia currículos para depois contratar os melhores e mais capazes. Ele é o Pai celestial que ama escandalosamente até os filhos mais rebeldes, maltrapilhos e fétidos que, arrependidos, voltam para sua casa.

Extraído do livreto Cada Dia – 21/06/24

quinta-feira, 20 de junho de 2024

SEM FERIDAS NA ALMA

 


Se teu irmão pecar [contra ti], vai argui-lo entre
ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão.” (Mateus 18.15).

Quando nos sentimos feridos por alguém temos a tendência de contar isso para as pessoas. Queremos buscar defensores que validem nossas narrativas e comprem nossa briga. Falamos com um, com outro, menos com a pessoa que nos ofendeu. 
A orientação de Jesus é diferente. Antes de pensar em falar para outras pessoas, fale com a pessoa. O problema de ficar expondo nossas crises é que nossos amigos também têm melhores amigos. E o risco que corremos é o de ver o problema se espalhando.

Assim, o que era um simples desabafo acaba se transformando em fofoca, que vai contaminando quem não tinha nada a ver com o problema. A melhor forma de evitar isso é arrancando a amargura do coração. Com o coração leve e limpo você não vai sentir necessidade de falar a respeito. Eu sei que é difícil, mas só existe uma forma de seguir em frente sem feridas na alma: perdoando.

Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, lutou contra o regime de segregação racial e amargou quase 30 anos na cadeia. Certa vez ele foi perguntado sobre o que o levou a perdoar seus agressores. Ele disse: “Quando saí em direção ao portão que me levaria à liberdade, sabia que, se não deixasse minha amargura e meu ódio para trás, ainda estaria na prisão.” O perdão é libertador. Liberta o ofensor da culpa e o ofendido da prisão do ódio.

Extraído do livreto Cada Dia – 20/06/24

quarta-feira, 19 de junho de 2024

O PÃO É NOSSO

 


o pão nosso de cada dia dá-nos hoje…” (Mateus 6.11).

Nunca devemos orar pelas nossas necessidades sem lembrar que fazemos parte de uma comunidade. Se Deus é o doador de tudo, se ele dá o pão, o que tenho nas mãos vem dele e é dele. Se é dele, sou apenas mordomo, não dono. Se sou mordomo, preciso administrar tudo o que tenho nas mãos segundo a vontade do meu Senhor. E a vontade do meu Senhor é que eu reparta!

Como falar desta parte da oração para pessoas que já têm a certeza do pão de amanhã? Simples: olhando para esse pedido como um encorajamento para alimentar quem precisa, seja física ou espiritualmente. Acredito que você tenha pão sobrando na sua casa, mas nem todos os armários das pessoas estão cheios. Falar do pão nosso é abraçar a missão de ser suprimento físico e espiritual de Deus para várias mesas e vidas que se encontram vazias. É dizer para o meu próximo: o meu pão pode ser o pão nosso se você precisar.

A oração do Pai Nosso só tem pronome possessivo no plural. É um chamado a um estilo de vida contracultural. Vivemos numa cultura cada vez mais individualista. Mas o reino de Deus é comunitário, de interdependência. Jesus, o Pão da Vida, o Pão que desceu do céu, o Pão que foi partido por amor a nós, nos deixou a grande missão de repartir o pão que não é somente mais meu, pois esse pão passou a ser nosso.

Extraído do livreto Cada Dia – 19/06/24