quinta-feira, 20 de junho de 2019

QUANDO VOS DESVIARDES


Quando vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes
para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma
palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele.
Isaías 30.21

Quando estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a prudência segredar uma advertência e a fé, outra, então, fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no sagrado silêncio da presença de Deus; estudemos a Sua Palavra com inteireza de coração examinando-nos à pura luz da Sua face, desejosos de conhecer o que o Senhor Deus determinar – e não passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão muito nítida, a inconfundível confirmação da Sua vontade.
Não é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto somente, mas devemos esperar também pela corroboração de circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus conhecem o valor da comunhão secreta com Ele, e podem perceber a Sua vontade.
Se estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levemos o problema a Deus; a orientação virá através da luz do Seu sorriso ou da nuvem da Sua recusa.
Se ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar – e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata – a vontade de Deus se fará clara; passaremos a ter um novo conceito de Deus e uma visão mais profunda da Sua natureza e Seu coração de amor, uma visão que será apenas nossa – uma experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a rica recompensa daquelas longas horas de espera. – David

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 20/06

PERTENCIMENTO


E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (João 14.3).

Uma das necessidades essenciais do ser humano é sentir-se pertencente! O sentimento de pertencimento é próximo de completude. Todos se sentem mais seguros, fortes e completos, quando se reconhecem pertencentes a um grupo! Por isso a família é tão importante! Nela podemos ser quem somos sem máscara alguma, sem temer o desamor. No seio da família reconhecemos nossas raízes, somos acolhidos e abrigados pelo sentimento de segurança e paz que o nosso lugar nos dá!
Jesus, antes de voltar para o céu, contou carinhosamente aos seus discípulos como era lá! Ele estava prestes a voltar ao lugar a que pertencia! Que alegria Jesus deve ter sentido ao relatar aos discípulos que em sua casa havia muitas moradas, que Ele ia preparar lugar para que cada filho seu pudesse estar com Ele eternamente, em doce comunhão. Uma família unida com o Pai, no lar celestial, para sempre!
É quase inacreditável que nós possamos pertencer à mesma morada; a essa família. Sim, nós somos da família de Deus! A nossa casa é o céu. Temos em nós uma vital necessidade de pertencimento, que só pode ser preenchida pelo nosso Criador! Um dia estaremos com Ele e com todos os seus remidos em completa comunhão. Somente Jesus pode nos preencher com um senso de pertencimento perfeito!

Extraído do livreto Cada Dia – 19/06/19

quarta-feira, 19 de junho de 2019

É ESMIUÇADO O CEREAL

"...é esmiuçado o cereal..."
Isaías 28.28

Muitos de nós não podem servir de alimento para saciar a fome do mundo, porque precisam ser ainda partidos nas mãos de Cristo. “O trigo é esmiuçado”. A bênção de Cristo muitas vezes significa sofrimento, mas mesmo o sofrimento não é preço alto demais a se pagar pelo privilégio de trazer bênção a outras vidas. O que há de mais precioso no mundo hoje veio-nos através de lágrimas e dor. – J. R. Miller
Deus me tornou em pão para os Seus eleitos, e se for necessário que o pão seja moído nos dentes do leão para alimentar os Seus filhos, bendito seja o nome do Senhor. – Inácio
Para que possamos nos dar inteiramente, é preciso que sejamos consumidos. Nós cessamos de ser bênção, quando cessamos de sangrar”.
A pobreza, a necessidade e a desventura têm levado muitas vidas a atos de heroísmo moral e grandeza espiritual. A dificuldade lança um desafio à energia e perseverança. Ela apela para as mais fortes qualidades da alma. Nos relógios antigos, eram os pesos que os conservavam funcionando. Muitos pés-de-vento têm sido utilizados para levar embarcações ao porto. Deus envia as dificuldades, como um incentivo à fé e à ação”.
Os mais ilustres homens da Bíblia foram esmiuçados, trilhados, moídos e transformados em pão para o faminto. Abraão é conhecido pelo título de ‘pai dos crentes’. Isto porque ele obteve o primeiro lugar na escola da aflição e da obediência”.
Jacó sofreu severas moeduras, José foi trilhado e padejado, e teve que suportar a cozinha de Potifar e a prisão do Egito antes de ir para o trono”.
Davi, caçado pelos montes como uma perdiz, cansado e alquebrado, com os pés feridos, foi triturado e transformado em pão para um reino. Paulo nunca poderia ter sido pão para a casa de César se não tivesse passado pela moedura, açoites e apedrejamento. Ele foi moído até tornar-se em farinha da mais refinada qualidade para a família real”.
Tal combate, tal vitória. Se Deus tem determinado para nós grandes aflições, estejamos certos de que no Seu coração Ele tem reservado um lugar muito especial. O crente grandemente atribulado é uma pessoa eleita”.

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 19/06

terça-feira, 18 de junho de 2019

PERDÃO RECEBIDO E OFERTADO


Não pagando mal por mal ou injúria por injúria” (1 Pedro 3.9.

A vida cristã é uma escola. Como toda escola, lições são ensinadas e provas aplicadas para checar o aprendizado. Na Bíblia encontramos as lições essenciais para a nossa vida. Diferente dos livros seculares, seus ensinamentos têm consequências eternas. Ela é a lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho (Salmos 119.105). O conteúdo ministrado e não aprendido numa escola secular gera um aluno repetente. No período seguinte, lá estarão os mesmos desafios à espera dele.
Eis algumas das lições mais difíceis de assimilar: Não pagar o mal com o mal. Perdoar. Abençoar o ofensor. Quantos de nós somos repetentes nessas lições? O aprendizado só está completo quando integrado à vida prática. O saber teórico não basta. É preciso viver. Deus tenha misericórdia da nossa arrogância. Sim, é pecado de arrogância não perdoar, requerer justiça própria ou sentir-se credor.
Jesus, sendo Deus, deixou sua glória nos céus, humilhou-se vestindo pele humana. Foi injustiçado, maltratado e morto. Na cruz, expirando em dor, Ele amou seus inimigos e ofereceu perdão. Foi por nós que Jesus morreu. Somos os perdoados. A dívida pagã na cruz era nossa. A sua morte nos deu vida. Essa bendita verdade, quando assimilada e vivida, nos fará aprender a lição magna: “Perdoar”! Amem.

Extraído do livreto Cada Dia – 18/06/19

PORTANTO TORNAI A LEVANTAR AS MÃOS



Portanto tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos 
pés,  para que o que manqueja se não desvie
inteiramente, antes seja sarado.
Hebreus 12.12,13

Esta é uma palavra de encorajamento que Deus nos dirige, a fim de levantarmos as mãos da fé e firmarmos os nossos joelhos na oração. Muitas vezes a nossa fé se cansa, esmorece, afrouxa, e a oração perde a força e a eficácia.
A figura aqui usada é muito interessante. A idéia parece sugerir que ficamos desanimados e tão temerosos que um pequeno obstáculo nos deprime e assusta, de modo que somos tentados a contorná-lo, deixando de enfrentá-lo e escolhendo o caminho mais fácil.
Às vezes trata-se de uma perturbação física, que Deus está pronto para curar, mas a oração da fé exigiria desgaste de energias e talvez seja bem mais fácil buscar o auxílio humano, ou contornar o assunto de alguma outra forma.
Há várias maneiras de contornar as situações difíceis em vez de atravessá-las de frente. Quantas vezes deparamos com um obstáculo que nos amedronta, e procuramos fugir da questão com a desculpa: “Não estou preparado para isto agora”. É uma renúncia que devemos fazer ou a submissão que é exigida de nós: talvez seja alguma Jericó que precisa ser tomada, ou uma alma por cuja salvação não temos coragem de lutar em oração até alcançar a vitória ou pode ser também uma oração que não obtém resposta imediata.
Deus diz: “Levantai as mãos cansadas”. Marchemos sobre as águas, e elas se dividirão – o mar Vermelho se abrirá, o Jordão se partirá em dois, e o Senhor nos fará atravessar em vitória. – A. B. Simpson
Procuremos prestar ao desânimo a mínima atenção possível. É preciso que singremos as águas como faz o navio: na tormenta ou na calma, sob chuva ou sol. O alvo é transportar a carga e alcançar o porto. – Maltbie D. Babcock

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 18/06

segunda-feira, 17 de junho de 2019

OLHAR PARA TRÁS


Põe-te marcos, finca postes que te guiem, presta atenção na vereda, no caminho por onde passaste” (Jeremias 31.21).

Olhar para trás é um exercício muito importante. Alguns fazem isso melancolicamente, lamentando a juventude perdida ou as glórias experimentadas e já finitas. Esse tipo de olhar colhe no passado doses de amargura que entristecem o presente e envolvem o futuro em uma escura e densa nuvem de desalento. Há, no entanto, um olhar para trás que, ao contrário, traz para o presente e para o futuro, raios de luz, insumos de alegria, dínamos de força!
Esse outro olhar encontra no passado o constante cuidado de Deus para conosco e os registros de bênçãos preciosas. Bênçãos cujo brilho da gratidão, infelizmente até deixamos embaçar. O filme de nossa vida atesta o cumprimento das promessas de Deus. É preciso fazer deluzir novamente a gratidão em nosso coração. Toda necessidade que tivemos foi cumprida. Para cada dor houve cura. Em cada queda encontramos a mão estendida do Pai
Quando não pudemos andar, Ele nos carregou no colo. O seu amor sempre foi o cenário da nossa vida, mesmo em tempos dramáticos. Atentar para as veredas percorridas, reconhecendo o que Deus já fez, alavanca a nossa fé! Deus não muda! Ele foi suficiente no passado, continua sendo hoje e será até o fim. Podemos crer e descansar no Deus que nos conhece e nos ama desde a eternidade.

Extraído do livreto Cada Dia – 17/06/19

VEIO UMA VOZ DE CIMA DO FIRMAMENTO

Veio uma voz de cima do firmamento, que estava sobre
as suas cabeças. Parando eles, abaixaram as asas.
Ezequiel 1.25

O que é este abaixar de asas? Muitas vezes as pessoas dizem: “Como é que se ouve a voz do Senhor?” Aqui está o segredo. Eles paravam e abaixavam as asas.
Todos nós já vimos um passarinho adejando as asas; embora parado, suas asas continuam bulindo. Mas aqui lemos que aqueles seres paravam e abaixavam as asas.
Algumas vezes, quando nos ajoelhamos diante de Deus, temos a sensação de um adejar em nosso espírito. Não ficamos realmente quietos na Sua presença.
Uma pessoa amiga falou-me, há alguns dias, de um assunto sobre o qual tinha orado. “Mas”, disse ela, “não esperei até a resposta chegar”.
Ela não soube conservar-se quieta para ouvi-LO falar, mas desistiu de esperar e tomou suas próprias providências. O resultado foi desastroso e ela depois teve de voltar atrás.
Ah, quanta energia desperdiçada! Quanto tempo perdido por não deixarmos de agitar o nosso espírito e não permanecermos bem quietos diante dEle! Oh, a calma, o descanso, a paz que nos vêm quando esperamos na Sua presença até ouvirmos a Sua resposta.
Então, ah, então podemos sair imediatamente, sem nenhuma hesitação, e seguir na direção que o Espírito nos indicar. (Ezequiel 1.1,20).

Extraído do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 17/06