Quando
vos desviardes para a direita, e quando vos desviardes
para
a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma
palavra,
dizendo: Este é o caminho, andai por ele.
Isaías
30.21
Quando
estivermos em dúvida ou dificuldade, quando muitas vozes nos
recomendarem com insistência esta ou aquela direção, quando a
prudência segredar uma advertência e a fé, outra, então,
fiquemos quietos, silenciando cada voz intrusa, aquietando-nos no
sagrado silêncio da presença de Deus; estudemos a Sua Palavra
com inteireza de coração examinando-nos à pura luz da Sua face,
desejosos de conhecer o que o Senhor Deus determinar – e não
passará muito tempo até que se forme em nós uma impressão
muito nítida, a inconfundível confirmação da Sua vontade.
Não
é sábio, nos primeiros estágios da fé cristã, depender disto
somente, mas devemos esperar também pela corroboração de
circunstâncias. Mas aqueles que têm tido experiências com Deus
conhecem o valor da comunhão secreta com Ele, e podem perceber a
Sua vontade.
Se
estamos em dúvida a respeito do caminho a tomar, levemos o
problema a Deus; a orientação virá através da luz do Seu
sorriso ou da nuvem da Sua recusa.
Se
ficarmos a sós, onde a luz e as sombras da terra não possam
interferir, onde as opiniões humanas não nos possam alcançar –
e se nos mantivermos ali, em silêncio e expectação, embora
todos ao nosso redor insistam em que tomemos uma decisão imediata
– a vontade de Deus se fará clara; passaremos a ter um novo
conceito de Deus e uma visão mais profunda da Sua natureza e Seu
coração de amor, uma visão que será apenas nossa – uma
experiência preciosa, que ficará para sempre como aquisição, a
rica recompensa daquelas longas horas de espera. – David
Extraído
do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 20/06
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quinta-feira, 20 de junho de 2019
QUANDO VOS DESVIARDES
PERTENCIMENTO
“E,
quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim
mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também”
(João 14.3).
Uma
das necessidades essenciais do ser humano é sentir-se pertencente! O
sentimento de pertencimento é próximo de completude. Todos se
sentem mais seguros, fortes e completos, quando se reconhecem
pertencentes a um grupo! Por isso a família é tão importante! Nela
podemos ser quem somos sem máscara alguma, sem temer o desamor. No
seio da família reconhecemos nossas raízes, somos acolhidos e
abrigados pelo sentimento de segurança e paz que o nosso lugar nos
dá!
Jesus,
antes de voltar para o céu, contou carinhosamente aos seus
discípulos como era lá! Ele estava prestes a voltar ao lugar a que
pertencia! Que alegria Jesus deve ter sentido ao relatar aos
discípulos que em sua casa havia muitas moradas, que Ele ia preparar
lugar para que cada filho seu pudesse estar com Ele eternamente, em
doce comunhão. Uma família unida com o Pai, no lar celestial, para
sempre!
É
quase inacreditável que nós possamos pertencer à mesma morada; a
essa família. Sim, nós somos da família de Deus! A nossa casa é o
céu. Temos em nós uma vital necessidade de pertencimento, que só
pode ser preenchida pelo nosso Criador! Um dia estaremos com Ele e
com todos os seus remidos em completa comunhão. Somente Jesus pode
nos preencher com um senso de pertencimento perfeito!
Extraído
do livreto Cada Dia – 19/06/19
quarta-feira, 19 de junho de 2019
É ESMIUÇADO O CEREAL
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"...é
esmiuçado o cereal..."
Isaías
28.28
Muitos
de nós não podem servir de alimento para saciar a fome do mundo,
porque precisam ser ainda partidos nas mãos de Cristo. “O trigo
é esmiuçado”. A bênção de Cristo muitas vezes significa
sofrimento, mas mesmo o sofrimento não é preço alto demais a se
pagar pelo privilégio de trazer bênção a outras vidas. O que
há de mais precioso no mundo hoje veio-nos através de lágrimas
e dor. – J. R. Miller
Deus
me tornou em pão para os Seus eleitos, e se for necessário que o
pão seja moído nos dentes do leão para alimentar os Seus
filhos, bendito seja o nome do Senhor. – Inácio
“Para
que possamos nos dar inteiramente, é preciso que sejamos
consumidos. Nós cessamos de ser bênção, quando cessamos de
sangrar”.
“A
pobreza, a necessidade e a desventura têm levado muitas vidas a
atos de heroísmo moral e grandeza espiritual. A dificuldade lança
um desafio à energia e perseverança. Ela apela para as mais
fortes qualidades da alma. Nos relógios antigos, eram os pesos
que os conservavam funcionando. Muitos pés-de-vento têm sido
utilizados para levar embarcações ao porto. Deus envia as
dificuldades, como um incentivo à fé e à ação”.
“Os
mais ilustres homens da Bíblia foram esmiuçados, trilhados,
moídos e transformados em pão para o faminto. Abraão é
conhecido pelo título de ‘pai dos crentes’. Isto porque ele
obteve o primeiro lugar na escola da aflição e da obediência”.
“Jacó
sofreu severas moeduras, José foi trilhado e padejado, e teve que
suportar a cozinha de Potifar e a prisão do Egito antes de ir
para o trono”.
“Davi,
caçado pelos montes como uma perdiz, cansado e alquebrado, com os
pés feridos, foi triturado e transformado em pão para um reino.
Paulo nunca poderia ter sido pão para a casa de César se não
tivesse passado pela moedura, açoites e apedrejamento. Ele foi
moído até tornar-se em farinha da mais refinada qualidade para a
família real”.
“Tal
combate, tal vitória. Se Deus tem determinado para nós grandes
aflições, estejamos certos de que no Seu coração Ele tem
reservado um lugar muito especial. O crente grandemente atribulado
é uma pessoa eleita”.
Extraído
do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 19/06
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terça-feira, 18 de junho de 2019
PERDÃO RECEBIDO E OFERTADO
“Não
pagando mal por mal ou injúria por injúria” (1 Pedro 3.9.
A
vida cristã é uma escola. Como toda escola, lições são ensinadas
e provas aplicadas para checar o aprendizado. Na Bíblia encontramos
as lições essenciais para a nossa vida. Diferente dos livros
seculares, seus ensinamentos têm consequências eternas. Ela é a
lâmpada para os nossos pés e a luz para o nosso caminho (Salmos
119.105). O conteúdo ministrado e não aprendido numa escola secular
gera um aluno repetente. No período seguinte, lá estarão os mesmos
desafios à espera dele.
Eis
algumas das lições mais difíceis de assimilar: Não pagar o mal
com o mal. Perdoar. Abençoar o ofensor. Quantos de nós somos
repetentes nessas lições? O aprendizado só está completo quando
integrado à vida prática. O saber teórico não basta. É preciso
viver. Deus tenha misericórdia da nossa arrogância. Sim, é pecado
de arrogância não perdoar, requerer justiça própria ou sentir-se
credor.
Jesus,
sendo Deus, deixou sua glória nos céus, humilhou-se vestindo pele
humana. Foi injustiçado, maltratado e morto. Na cruz, expirando em
dor, Ele amou seus inimigos e ofereceu perdão. Foi por nós que
Jesus morreu. Somos os perdoados. A dívida pagã na cruz era nossa.
A sua morte nos deu vida. Essa bendita verdade, quando assimilada e
vivida, nos fará aprender a lição magna: “Perdoar”! Amem.
Extraído
do livreto Cada Dia – 18/06/19
PORTANTO TORNAI A LEVANTAR AS MÃOS
Portanto
tornai a levantar as mãos cansadas, e os joelhos desconjuntados,
e fazei veredas direitas para os vossos
pés, para que o que manqueja se não desvie
inteiramente,
antes seja sarado.
Hebreus
12.12,13
Esta
é uma palavra de encorajamento que Deus nos dirige, a fim de
levantarmos as mãos da fé e firmarmos os nossos joelhos na
oração. Muitas vezes a nossa fé se cansa, esmorece, afrouxa, e
a oração perde a força e a eficácia.
A
figura aqui usada é muito interessante. A idéia parece sugerir
que ficamos desanimados e tão temerosos que um pequeno obstáculo
nos deprime e assusta, de modo que somos tentados a contorná-lo,
deixando de enfrentá-lo e escolhendo o caminho mais fácil.
Às
vezes trata-se de uma perturbação física, que Deus está pronto
para curar, mas a oração da fé exigiria desgaste de energias e
talvez seja bem mais fácil buscar o auxílio humano, ou contornar
o assunto de alguma outra forma.
Há
várias maneiras de contornar as situações difíceis em vez de
atravessá-las de frente. Quantas vezes deparamos com um obstáculo
que nos amedronta, e procuramos fugir da questão com a desculpa:
“Não estou preparado para isto agora”. É uma renúncia que
devemos fazer ou a submissão que é exigida de nós: talvez seja
alguma Jericó que precisa ser tomada, ou uma alma por cuja
salvação não temos coragem de lutar em oração até alcançar
a vitória ou pode ser também uma oração que não obtém
resposta imediata.
Deus
diz: “Levantai as mãos cansadas”. Marchemos sobre as águas,
e elas se dividirão – o mar Vermelho se abrirá, o Jordão se
partirá em dois, e o Senhor nos fará atravessar em vitória. –
A. B. Simpson
Procuremos
prestar ao desânimo a mínima atenção possível. É preciso que
singremos as águas como faz o navio: na tormenta ou na calma, sob
chuva ou sol. O alvo é transportar a carga e alcançar o porto. –
Maltbie D. Babcock
Extraído
do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 18/06
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segunda-feira, 17 de junho de 2019
OLHAR PARA TRÁS
“Põe-te
marcos, finca postes que te guiem, presta atenção na vereda, no
caminho por onde passaste”
(Jeremias 31.21).
Olhar
para trás é um exercício muito importante. Alguns fazem isso
melancolicamente, lamentando a juventude perdida ou as glórias
experimentadas e já finitas. Esse tipo de olhar colhe no passado
doses de amargura que entristecem o presente e envolvem o futuro em
uma escura e densa nuvem de desalento. Há, no entanto, um olhar para
trás que, ao contrário, traz para o presente e para o futuro, raios
de luz, insumos de alegria, dínamos de força!
Esse
outro olhar encontra no passado o constante cuidado de Deus para
conosco e os registros de bênçãos preciosas. Bênçãos cujo
brilho da gratidão, infelizmente até deixamos embaçar. O filme de
nossa vida atesta o cumprimento das promessas de Deus. É preciso
fazer deluzir novamente a gratidão em nosso coração. Toda
necessidade que tivemos foi cumprida. Para cada dor houve cura. Em
cada queda encontramos a mão estendida do Pai
Quando
não pudemos andar, Ele nos carregou no colo. O seu amor sempre foi o
cenário da nossa vida, mesmo em tempos dramáticos. Atentar para as
veredas percorridas, reconhecendo o que Deus já fez, alavanca a
nossa fé! Deus não muda! Ele foi suficiente no passado, continua
sendo hoje e será até o fim. Podemos crer e descansar no Deus que
nos conhece e nos ama desde a eternidade.
Extraído
do livreto Cada Dia – 17/06/19
VEIO UMA VOZ DE CIMA DO FIRMAMENTO
Veio
uma voz de cima do firmamento, que estava sobre
as
suas cabeças. Parando eles, abaixaram as asas.
Ezequiel
1.25
O
que é este abaixar de asas? Muitas vezes as pessoas dizem: “Como é
que se ouve a voz do Senhor?” Aqui está o segredo. Eles paravam e
abaixavam as asas.
Todos
nós já vimos um passarinho adejando as asas; embora parado, suas
asas continuam bulindo. Mas aqui lemos que aqueles seres paravam e
abaixavam as asas.
Algumas
vezes, quando nos ajoelhamos diante de Deus, temos a sensação de um
adejar em nosso espírito. Não ficamos realmente quietos na Sua
presença.
Uma
pessoa amiga falou-me, há alguns dias, de um assunto sobre o qual
tinha orado. “Mas”, disse ela, “não esperei até a resposta
chegar”.
Ela
não soube conservar-se quieta para ouvi-LO falar, mas desistiu de
esperar e tomou suas próprias providências. O resultado foi
desastroso e ela depois teve de voltar atrás.
Ah,
quanta energia desperdiçada! Quanto tempo perdido por não deixarmos
de agitar o nosso espírito e não permanecermos bem quietos diante
dEle! Oh, a calma, o descanso, a paz que nos vêm quando esperamos na
Sua presença até ouvirmos a Sua resposta.
Então,
ah, então podemos sair imediatamente, sem nenhuma hesitação, e
seguir na direção que o Espírito nos indicar. (Ezequiel
1.1,20).
Extraído
do livro Mananciais no Deserto – Lettie Cowman 17/06
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