domingo, 16 de fevereiro de 2020

ENTENDER OU CONFIAR?

        “Como filhos da obediência, não vos amoldeis às paixões que tínheis anteriormente na vossa ignorância.” (1 Pedro 1.14).

Vimos anteriormente sobre os sofrimentos dos leitores de Pedro. Eles estavam surpresos e Pedro não os repreendeu. Embora estivessem surpresos pelo sofrimento que enfrentaram, algo mais, no entanto, provocou espanto em seus corações: o conselho do apóstolo. Uma das principais causas do assombro das igrejas é que caminhavam em obediência a Deus. Não necessitavam ser repreendidos pela falta de fé ou pelo pecado.
Pedro o sabia, e se dirigiu a eles como filhos da obediência. Visto que nas Escrituras nos descrevem como filhos de Deus, é natural esperarmos que o Pai nos trate da mesma maneira como tratamos os nossos filhos, a quem amamos e desejamos o melhor. Em nosso entendimento, somos convictos de que Deus nunca provocaria uma catástrofe sobre os seus filhos fiéis, como tampouco nós faríamos com os nossos. Deus nos ama, e se Ele faz sofrer um desses filhos que o amam, parece não fazer nenhum sentido.
Não obstante, a Bíblia ensina que Deus não costuma agir do mesmo modo que nós, pois seus pensamentos e caminhos são mais altos (Isaías 55.9). Quem caminha nas pisadas de Jesus, desenvolve intimidade com o Senhor e sabe que Deus tem um propósito para todas as coisas. Por outro lado, não fomos chamados para entender, mas para confiar.

Extraído do livreto Cada Dia – 16/02/20

MEDITAÇÃO SOBRE O LIVRO DOS SALMOS


      Quem dentre nós habitará com as labaredas eternas? O que anda em justiça, e o que fala com retidão; o que rejeita o ganho da opressão, o que sacode das suas mãos todo o presente; o que tapa os seus ouvidos para não ouvir falar de derramamento de sangue e fecha os seus olhos para não ver o mal. Este habitará nas alturas; as fortalezas das rochas serão o seu alto refúgio, o seu pão lhe será dado, as suas águas serão certas. (Isaías 33.14-16).

É verdadeiramente tolo aquele que, diante de tantas evidências que Deus dá acerca de Seu poder e amor, fecha os olhos, endurece o coração e afirma: “Não há Deus” (v.1; ao.4; Jeremias 5.12). Mas, ainda que nem todos os homens são ateus, todos, sem exceção, carecem do verdadeiro entendimento. Porque não há quem busque este Deus cuja existência reconhecem, a menos que o próprio Deus opere no coração humano.
Essa visão da raça humana a partir da perspectiva divina é apavorante. E não nos esqueçamos de que é a esta raça rebelde e corrupta por natureza que você e eu pertencemos!
Após a terrível declaração do Salmo 14: “Não há ninguém que faça o bem”, o Salmo 15 apresenta, de maneira bastante apropriada, a seguinte questão: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?”. O capítulo 3 de Romanos, que cita os versículos 1 a 3 do Salmo 14, revela a gloriosa verdade que nos diz respeito: entre os homens, todos pecadores, Deus, por Sua graça, escolheu justificar os que creem (Romanos 3.10-12; 22-26).
As características desses israelitas fiéis são as mesmas que a graça produz nos cristãos: justiça e verdade no andar, no falar e no agir; bondade para com próximo; e fidelidade ara com os padrões divinos de bem e mal (Isaías 33.15-16).

Extraído do livreto Boa Semente – 16/fev

sábado, 15 de fevereiro de 2020

AMOR E FIDELIDADE

        “...não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa...” (1 Pedro 4,12).

O verbo estranhar tem o sentido de surpreender, assombrar. Com isto poderíamos começar o versículo assim: Amados, não se deixe surpreender… O livro Léxico Grego-português Do Novo Testamento Louw Nida amplia o entendimento, vinculando-o à expressão “de boca aberta”. Dessa forma, podemos compreender que o estado daqueles irmãos era verdadeira surpresa pelas provas que estavam passando. Seus sofrimentos não se harmonizavam com aquilo que conheciam de Deus, nem com a ideia da salvação.
Como já vimos, a tribulação que estas igrejas suportavam era de uma intensidade notável, no entanto, o fogo da prova aumentaria. Alguns deles chegariam a ser martirizados, outros ainda experimentariam perdas econômicas e tudo por professarem a fé em Jesus e caminhar em obediência a Ele. Aqueles irmãos, sem dúvida, conheciam numerosas passagens bíblicas que falavam do amor e proteção de Deus, sem mencionar muitos outros exemplos que eles mesmos conheciam a respeito da intervenção do Pai para salvar os que estavam em risco de morte ou destruição.
Mesmo sabendo que isso sucedeu com os cristãos do primeiro século e com uma infinidade de outros irmãos ao longo da história, não conseguimos compreender. Sim, ficamos de boca aberta. Qual o motivo de aqueles cristãos permanecerem firmes? O mesmo que devemos ter nos dias atuais: amor e fidelidade a Jesus Cristo.

Extraído do livreto Cada Dia – 15/02/20

RECOMENDAÇÃO SUFICIENTE


     Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores ao arrependimento. (Marcos 2.17).

Dr. Bernardo, o fundador de vários orfanatos na Inglaterra, foi confrontado um dia por um pobre menino vestido de farrapos que lhe pediu: “Por favor, será que eu posso ser admitido em um de seus orfanatos?”. “Mas meu garoto, eu não te conheço. Você não tem ninguém que possa te recomendar?” “Por favor”, implorou o menino apontando para suas roupas, “eu pensei que sesses farrapos seriam suficientes.” Movido por profunda simpatia, o doutor Bernardo tomou o menino pela mão e providenciou que ele fosse acomodado.
Quem entrará no céu, a habitação eterna com Deus? Todos os que na profundidade da sua miséria clamarem a Deus por Sua graça sabendo que estão perdidos, são culpados e estão atormentados com problemas.
Foi o filho pródigo quem entendeu sua culpa e retornou, que recebeu a veste festiva; e não seu irmão que se achava justo.
Há apenas uma condição para a salvação: que eu reconheça que, em minha condição presente, estou perdido. Por que estou perdido? Porque tenho vivido sem Deus e, de fato, tenho me oposto a Ele. Eu não sou digno de entrar em Sua presença. Deus espera que reconheça esse fato
Apenas isso é a recomendação que me trará perdão e me dará acesso ao céu.

Extraído do livreto Boa Semente – 15/fev

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

NOSSO COMPROMISSO

         “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também.” (João 13.15).

O andar nas pisadas de Jesus carece de uma observação: “Ninguém pode caminhar sobre as pisadas de Jesus permanecendo quieto. Deve-se estar em movimento.” Isto significa muito mais que o fato de saber algo sobre a pessoa de Jesus; trata-se de um conhecimento embasado na experiência que se adquire durante o pisar sobre as pegadas do Senhor. Também há uma diferença entre seguir as suas pegadas até o final, e segui-las apenas por alguns passos. “Irei contigo por algum tempo, porém, se as coisas não forem como imaginei, te abandonarei.
Essa atitude tornou-se evidente em João 6.66-69, quando muitos deixaram de seguir a Jesus. Para mérito de Pedro, ele respondeu corretamente. Nesse texto registrado por João, onde Jesus pergunta se os discípulos queriam deixá-lo também, vemos um Pedro se expressando com a resposta mais coerente das Escrituras: “Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras de vida eterna.” (João 6.68).
Não somente para os dias de Pedro, mas para todos os tempos, Jesus, e somente Ele, continua tendo a Palavra que transforma e conduz à vida. No entanto, há muitas pessoas que seguem outros nomes que passaram, mas nenhum deles foi à cruz em seu lugar. Rejeitar a Jesus e seguir a outros, é rejeitar a Deus. Não há outras pegadas para seguir, somente as de Jesus. Este é o compromisso do verdadeiro cristão. É o seu?

Extraído do livreto Cada Dia – 14/02/20

QUAL É A MARCA DO CRISTÃO?


       Em Antioquia foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos. (Atos 11.26).

Um cristão, como designado pela Bíblia, é um discípulo ou seguidor de Jesus Cristo.
Um cristão é alguém que experimentou uma mudança radical em sua vida. Antes, conduzia sua vida separado de Deus, de acordo com suas próprias ideias. Agora ele conhece Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor. Ele ouve sua voz e O obedece (cf. Efésios 2.1-10; João 10.27).
Um cristão se alegra no perdão dos pecados (cf. Efésios 1.7).
Por meio do testemunho da Bíblia, um cristão sabe que pela fé na morte expiatória de Jesus Cristo ele está justificado diante de Deus, e tem paz com Deus (cf. Romanos 3.24-26; 5.1). Da Palavra de Deus, um cristão sabe que nasceu de novo e tem, portanto, passado da morte para a vida; ele possui vida eterna (cf. João 3.3,16; 5.24). Um cristão olha para adiante, para a glória eterna com Deus em plena segurança. Ele tem a promessa de Deus de que não há nenhuma condenação para ele (cf. Romanos 5.2; 8.1).
Um cristão é um filho e herdeiro de Deus e irá desfrutar das riquezas do céu com Cristo (Romanos 8.15-17). Um cristão recebeu e é habitado pelo Espírito Santo como testemunha, selo e penhor de sua salvação eterna cf. João 14.17; 2 Coríntios 1.22).
Por favor, note que ser um cristão é uma questão do coração e de vida. Ser cristão começa com a abertura dos nossos corações para a Palavra de Deus. Sua obra e Seus caminhos.

Extraído do livreto Boa Semente – 14/fev

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

NAS PISADAS DO SENHOR

        “… deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pegadas.” (1 Pedro 2.21).

O sofrimento que nos aflige por causa da nossa fé, como explica Paulo em Filipenses 1.29, foi concedido por Cristo, porém, nunca será em lugar dEle. Em outras palavras: se Jesus não sofresse em nosso lugar, todos os seres criados seriam antagonistas profanos e o céu existiria somente para a Trindade e os santos anjos. Nós crentes em Cristo, devemos continuar em sua trilha e não inventarmos a nossa. A ênfase está no que Jesus fez, não no que nós fazemos, e assim será por toda a eternidade.
No entanto, observe que temos de caminhar sobre as suas pisadas ou, literalmente, seguir sobre suas pegadas. O termo está no plural e isto quer dizer uma linha de pegadas e, para entender melhor, seria como um caçador que, saindo para caçar, segue as pegadas de um animal. Usei essa ilustração somente para buscar uma melhor compreensão, contudo destaco uma pergunta: aonde vão as pegadas de Jesus?
Poderíamos supor que essas pegadas subam aos céus e vão a presença de Deus. Há, contudo, uma objeção constatada: o céu não é lugar imediato aonde ir, pois as últimas pisadas de Jesus foram em direção à cruz. Pisar em suas pisadas significa que Ele é o modelo que devemos seguir. João destaca: aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como Ele andou (1 João 2.6). Você anda nas pisadas de Jesus?

Extraído do livreto Cada Dia – 13/02/20