sábado, 18 de abril de 2020

OS ATAQUES DE DEUS


       “Tu me apanhas e me levas contra o vento, e me jogas de um lado a outro na tempestade.” (Jó 30.22).

Ao contrário do que muitos acreditam e propagam, o propósito de Deus para a nossa vida não é que vivamos alegres, contentes e felizes, tendo nossos desejos, sonhos, e vontades realizados o tempo inteiro, como se estivéssemos vivendo dentro de uma bolha de proteção e alijados de qualquer tipo de frustração ou experiência negativa. O propósito de Deus para a nossa vida aponta para a maturação. Para experimentarmos muitas vezes enfrentaremos a insegurança e a dor, que são imprescindíveis para o nosso crescimento emocional e espiritual.
Ao falar sobre sua pequenez diante do poder e da gloriosa soberania de Deus, Jó afirma que a sensação dele é como se ele estivesse sendo arremessado contra o vento, jogado constantemente de um lado para outro da tempestade. Essa, muitas vezes, é a nossa sensação, pois estamos acostumados e gostamos de ter o controle total sobre a nossa vida.
Contudo, o melhor lugar para se estar é no centro da verdade de Deus, mesmo que a sensação seja de falta de controle por nossa parte. Temos de entender que o poderoso Criador de todas as coisas é quem tem as rédeas e o leme nas mãos e nos conduz, mesmo em meio à tempestade, na direção de águas calmas e terra firme. Tão somente confie em Deus e o deixe dirigir sua vida. Encontre descanso e abrigo nEle.

Extraído do livreto Cada Dia – 18/04/20

PEREGRINANDO NESTA TERRA

       Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. (Hebreus 11.13).

Abraão, Sara, Isaque e Jacó morreram sem tomarem posse da “terra da promessa” (v. 9). Eles ficaram desapontados ou amargurados por causa disso? Não! Por meio da fé eles tinham certeza que Deus cumpriria Sua promessa. Até lá, eles estavam prontos para peregrinar através da terra prometida como “estrangeiros e peregrinos” (v. 13).
Eles não eram estrangeiros apenas porque tinham vindo de outro país, mas porque ainda não tinham tomado posse de seu novo país. Nenhum tipo de saudade pelo país original fez com que os patriarcas retornassem para Harã. Uma vez Abraão enviou seu servo de volta para sua família e Jacó fugiu para a casa de Labão, mas eles preservaram fielmente sua condição de estrangeiros e nunca retornaram de modo permanente. Em sua fé e desejo por uma pátria eles valorizavam a ideia da pátria celestial e da “cidade” que Deus tinha preparado para eles (v. 16).
Estrangeiros e peregrinos” também é a condição de todo cristão verdadeiro nesse mundo, pois “nossa cidade está nos céus” (Filipenses 3.20).Nós somos “participantes da vocação celestial” (Hebreus 3.1). No que diz respeito à nossa posição e anseio, nós não somos mais cidadãos desse mundo, mas “embaixadores da parte de Cristo”, representando outro país e resplandecendo como “astros no mundo” (2 Coríntios 5.20; Filipenses 2.15).
Nosso lar está onde Cristo está. Portanto, vamos prosseguir “para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo jesus” (Filipenses 3.14).

Extraído do livreto Boa Semente – 18/abr

sexta-feira, 17 de abril de 2020

O SILÊNCIO DE DEUS


        “Clamo a ti. Ó Deus, mas não me respondes; fico em pé, mas apenas olhas para mim.” (Jó 30.20).

Muitas vezes, principalmente quando as situações são extremamente adversas, o medo e a indefinição se colocam à nossa frente, a dor e o sofrimento se tornam uma realidade palpável e não conseguimos perceber uma luz no fim do túnel. Temos a tendência de pensar que fomos abandonados por Deus. Pensamos que Ele, podendo fazer algo por nós simplesmente decidiu ficar em silêncio e ignorar nossas mazelas e misérias.
O silêncio de Deus porém, não significa que Ele nos ignorou e não está agindo. Muito pelo contrário, a ação constante e amorosa de Deus é algo real mesmo quando não conseguimos notar o seu mover glorioso de forma clara. Aí, quando menos esperamos, somos surpreendidos com o melhor desfecho que evidência a sua perfeita vontade.
Talvez você esteja vivendo um momento de angústia, indecisão ou aflição e, mesmo se colocando em oração, não consegue discernir a voz de Deus e nem mesmo perceber o seu agir. Saiba que não está sozinho e nem Deus está parado. Como afirma o autor do Salmo 121, o nosso protetor não dormirá e se manterá sempre alerta, como sombra que o protege. Ele está à sua direita. De dia o sol não o ferirá, nem a lua de noite. O Senhor o protegerá de todo o mal, protegerá a sua vida. O Senhor protegerá a sua saída e a sua chegada, desde agora e para sempre.

Extraído do livreto Cada Dia – 17/04/20

O USO SÁBIO DO NOSSO TEMPO

       Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações. (Hebreus 4.7).

Diz-se que o tempo é nosso elemento mais precioso. Não é difícil afirmar que a escassez do mesmo está aumentando rapidamente. Apesar do aumento das nossas horas de lazer, quando comparadas com as das gerações anteriores, nós temos cada vez menos tempo. No futuro, nossa prosperidade será medida não apenas por nossas posses, mas pelo tempo livre que temos disponível. Outra coisa importante a lembrar: quanto mais avançamos em idade nosso tempo disponível diminui cada vez mais.
Hoje estamos interessados naquilo que Deus tem para nos falar. Esse é um assunto importante porque existem milhares de coisas que chama nossa atenção, o que não nos permite ouvir apropriadamente a Palavra de Deus nem o que Ele nos diz pessoalmente. Não vamos nos esquecer que com a idade nossos pensamentos tornam-se rigidos; nos tornamos insensíveis à voz de Deus.
Não é algo gracioso que Sua voz ainda pode ser ouvida? Ele faz Suas reivindicações conhecidas a cada um de nós, todavia Ele procura nosso amor acima de tudo. A verdade impressionante acerca do nosso Deus insondável é que somos importantes para Ele: Ele deseja ter comunhão conosco. Isso apenas enriquece nossas vidas.
Quanto tempo nós dedicamos a Deus? Até que ponto nós permitimos que Ele direcione o curso do nosso dia? Quantos minutos nós separamos diariamente para ouvi-Lo falar por meio da Bíblia?
Essas considerações nos conduzem a duas possibilidades: podemos deixar as coisas continuarem como estão, que é o mesmo que endurecer nossos corações, algo contra o que o texto nos adverte, ou podemos dar a Deus a oportunidade de intervir em nossa vida e nos falar por meio de Sua Palavra.

Extraído do livreto Boa Semente – 17/abr

quinta-feira, 16 de abril de 2020

O PODER DE DEUS


        “Mas Ele é Ele! Quem poderá fazer-lhe oposição? Ele faz o que quer.” (Jó 23.13).

Em meio ao desespero, diante da incapacidade de resolver seus próprios problemas e as adversidades que assolam a sua vida, Jó faz uma constatação que muitas vezes não queremos fazer. Ele enfim consegue perceber o quanto nós, seres humanos, meras criaturas, somos insignificantes diante do poder e da glória do Deus poderoso e criador de todas as coisas. Que Ele é Ele, que ninguém pode se opor a Ele e Ele faz o que Ele quiser.
Mas isso não deve gerar em nós angústia, desespero, medo ou preocupação. Afinal de contas, esse Deus poderoso é também reto justo, completamente bom e não nos fará o mal, muito pelo contrário, derrama sobre nós Suas misericórdias todas as manhãs. Faz isso apesar de não merecermos e essa misericórdia é a causa de não sermos consumidos diante do caos que o pecado trouxe à humanidade.
Não perca tempo tentando racionalizar as ações de Deus, tentando encaixá-Lo dentro de Sua própria linha de compreensão e entendimento, colocando-O dentro de uma caixa ou mesmo se voltando contra a Sua vontade. Tão somente creia que esse Deus Todo-Poderoso é também amoroso e quer construir um relacionamento de intimidade conosco, nos trazendo de volta para Ele e provou isso entrando na história na pessoa de Seu Filho Jesus Cristo, aquele que nos redimiu para nos tornar filhos de Deus.

Extraído do livreto Cada Dia – 16/04/20

VIVENDO PELA PALAVRA DE DEUS

         E Jesus lhe respondeu [ao diabo] dizendo: Está escrito que nem só de pão viverá o homem. (Lucas 4.4).

Que Satanás, o diabo, realmente existe é algo que as pessoas estão outra vez a acreditar. Histórias na Bíblia não deixam nenhuma dúvida quanto a essa questão. Na Bíblia encontramos até mesmo o fato de que Jesus Cristo foi tentado por esse misterioso e sinistro personagem, ao qual foi permitido aproximar-se dEle como havia feito antes com Jó, aquele homem de fé do Antigo Testamento.
Na história fica evidente que o diabo era apenas um instrumento por meio do qual a perfeição de Jesus Cristo, o Filho de Deus, tornou-se manifesta.
Jesus não havia comido nada por muitos dias é obvio que Ele estava com muita fome. Este era o alvo de Satanás: “se tu és o Filho de Deus, dize a esta pedra que se transforme em pão” (v. 3). Cristo era de fato o Filho de Deus. Dessa maneira, estava dentro de Seu poder criar alimentos de substâncias inanimadas. Como o Criador e Sustentador de todas as coisas, Ele realiza esse tipo de milagre, incessantemente, na natureza desde o princípio e até agora.
Mas o Senhor não viu nenhuma razão para fornecer ao diabo aa prova que ele desejava. Jesus tornou-se humano, como nós, voluntariamente, com exceção de nossa natureza pecaminosa. E como Homem, Ele não utilizaria Seu poder criador independente de Deus nem mesmo para Seu próprio bem. Pelo contrário, Jesus citou a Escritura acima, do Antigo Testamento. Essa citação contínua válida. Ela nos ensina o que é realmente decisivo e importante para nós hoje em dia.

Extraído do livreto Boa Semente – 16/abr

quarta-feira, 15 de abril de 2020

CRÍTICAS INJUSTAS


      “… todos vocês são médicos que de nada valem! Se tão somente ficassem calados! Mostrariam sabedoria.” (Jó 13.4-5).

Em meio ao grande sofrimento por perder tudo, Jó ainda tem que lidar com as críticas e oposição daqueles que eram seus amigos e que deveriam estar lhe apoiando, incentivando e encorajando. Jó os compara a médicos incompetentes que não conseguem encontrar a doença e que de nada valem e que se ficassem de boca fechada, seriam efetivamente mais sábios.
Isso deve nos levar a pensar em duas perspectivas. A primeira delas é se estamos no papel dos amigos de Jó: simplesmente apontando o dedo para as pessoas ao nosso redor para realçar seus erros ou aquilo que achamos que elas fazem de errado. Ou, quem sabe, inclusive espalhar essa crítica. Se não temos nada de bom para falar de alguém é melhor que fiquemos calados. Afinal de contas, nossas palavras podem magoar e machucar mais pessoas que já têm experimentado dor suficiente em meio aos desafios da vida.
A segunda perspectiva é se estamos no lugar de Jó recebendo algum tipo de crítica ou oposição. Se você está sofrendo oposição, perceba em primeiro lugar se os apontamentos são justos e pertinentes. Talvez isso seja uma maneira de você crescer e amadurecer, deixar de lado alguns erros e equívocos. Se forem injustos, continue fazendo o que é certo, cuide de sua integridade e confie em Deus. Ele vai cuidar da sua reputação.

Extraído do livreto Cada Dia – 15/04/20