domingo, 6 de fevereiro de 2022

A QUEM EU QUERO AGRADAR?

 

     “Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante
 dos homens, com o fim de serem vistos por eles.” Mateus 6.1

Identificar as nossas motivações é um dos exercícios mais difíceis da vida cristã. Os maiores e mais belos gestos podem estar mesclados com os piores sentimentos e intenções nada nobres. O certo é que não temos a dimensão exata no quanto fomos afetados pelo pecado em todas as nossas capacidades, como a razão, as emoções e a vontade. Logo, lidamos com um inimigo que no espreita atrás da porta, pronto para nos atacar e macular o que fizermos, como aquele da parábola que, à noite, jogava sementes de joio no campo onde o trigo tinha sido semeado.

Tal situação levou Jesus a fazer uma de suas mais duras advertências: guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens. Logo, a pergunta é: a quem desejamos agradar? Quais as verdadeiras intenções ou motivações ao agirmos ou falarmos algo? Podemos enganar as pessoas à nossa volta e enganar até a nós mesmos, mas, para os olhos divinos, não há longe ou perto, claro ou escuro, pois ele sonda os segredos do nosso coração.

O grupo contra o qual Jesus se posicionou mais duramente foi aquele que mais tinha obras para mostrar. Aliás, pecadores, publicanos e meretrizes, segundo o Mestre, precederiam os escribas e fariseus no Reino dos céus. A razão? Estes exerciam justiça apenas para serem vistos e não por devoção e obediência.

Extraído do livreto Cada Dia – 06/02/22

sábado, 5 de fevereiro de 2022

QUANDO AS LISTAS NÃO FUNCIONAM

 

     “[...] pois não teria conhecido a cobiça,
se a lei não dissera: não cobiçarás.” (Romanos 7.7).

Estamos habituados a fazer listas para muitas coisas. Lista de compras, de viagem, de lembretes, de compromissos, de convidados entre outras. Mas há uma lista que geralmente fazemos e não nos damos conta, que é a da aprovação moral, ou seja, quando queremos classificar as pessoas entre boas e más, virtuosas ou viciadas. Geralmente essa lista contém mais elementos observáveis externamente e tem por padrão, na maioria das vezes, nós mesmos.

O apóstolo Paulo conta em sua carta aos romanos que por muito tempo classificou as pessoas por uma lista recheada de elementos externos que, por coincidência, ele tinha certa facilidade para cumprir. Eram práticas religiosas, preceitos legais e sociais que, ao seu ver, definiriam alguém como uma pessoa boa ou não, merecedora ou não. Contudo, um dia ele foi confrontado por uma exigência que não dava para se medir externamente: a cobiça.

Ao se ver diante desta situação, ele percebeu que não era tão bom assim e que as listas mais importantes não são as que fazemos, mas, a que Deus faz. Por ela, todos estão irremediavelmente reprovados e nivelados. Acaba, portanto, todo julgamento alheio e senso de superioridade espiritual e os nossos únicos recursos passam a ser a graça e a misericórdia divinas. Logo, uma lista nunca será suficiente.

Extraído do livreto Cada Dia – 05/02/22

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

CORAÇÃO REVELADO NA FARTURA

 

    “[...] Deus o desamparou, para prová-lo e fazê-lo conhecer tudo o que estava no seu coração.” 2 (Crônicas 32.31).

As provações têm o potencial de revelar o que vai em nosso coração, mas não são o único meio. A fartura produz o mesmo efeito. É lugar comum dizer que se quisermos conhecer alguém, basta lhe dar poder. Talvez seja por isso que o sábio Agur, em Provérbios, tenha pedido que Deus não lhe concedesse nem muito e nem pouco, pois se aproximar de ambas as bordas era flertar com o precipício.

O rei Ezequias enfrentou duras provas durante seu reinado. Fome, uma possível invasão do exército da Assíria, a apatia religiosa e uma doença que quase lhe custou a vida. No entanto, a maior de todas foi exatamente aquela em Deus lhe concedeu: poder, riquezas e glória em abundância. No texto bíblico está registrado que neste momento Deus o desamparou para prová-lo e saber o que estava no seu coração. Foi na ocasião em que uma importante delegação diplomática veio visitá-lo.

O resultado foi que, então, uma autossuficiência e vaidade que ainda não haviam sido reveladas, vieram à tona. Ou seja, termos tudo o que desejarmos pode revelar o nosso ser da mesma forma que o mais intenso dos desertos. Somos provados não somente pelo que não temos, mas também por aquilo que recebemos em abundância. O deserto e o oásis são fontes reveladoras do nosso coração.

Extraído do livreto Cada Dia – 04/02/22

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

CORAÇÃO REVELADO NAS PROVAÇÕES

 

     “[...] teu Deus, te guiou no deserto [...], para te provar, para saber o que estava no teu coração.” (Deuteronômio 8.2).

Dizem que o coração do homem é terra que ninguém pisa, que é enganoso e desconhecido até mesmo do seu dono, por isso, o salmista orar pedindo que Deus sondasse o seu ser. No entanto, Deus não apenas conhece o mais profundo do nosso íntimo como também, em alguns momentos, o revela para nós. Um dos modos é nos conduzindo ao deserto das provações.

Foi isso o que Deus fez com o povo de Israel em sua peregrinação durante os quarenta anos no deserto. Ela não era apenas consequência da incredulidade, mas, também tinha propósitos didáticos. O registro bíblico informa que durante esse período o povo foi humilhado, provado e padeceu fome. O objetivo? Saber o que estava no coração do povo e se este continuaria ou não a guardar os mandamentos divinos. Era um período de disciplina, de provação e de autoconhecimento.

Quando somos submetidos a períodos de testes, os resultados podem ser surpreendentes. Ao sermos provados até o limite da resistência, tendemos a demonstrar quem somos e o que está guardado no nosso coração. Muitas coisas sabemos sobre os israelitas do êxodo porque foram levados para o deserto e o mesmo se dá conosco. Ao passarmos por provações devemos pedir sabedoria a Deus para saber o que elas estão revelando a respeito de nós mesmos.

Extraído do livreto Cada Dia – 03/02/22

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

O QUE REALMENTE IMPORTA

 

    “[...] o Senhor não vê como vê o homem. O homem
 vê o exterior, porém o Senhor, o coração.” (1 Samuel 16.7b).

As regras, convenções e protocolos sociais ajudam a manter uma sociedade coesa e minimamente organizada. No entanto, essa estrutura colabora para regular apenas os aspectos exteriores da convivência social. O problema é que, por vezes, valorizamos mais o exterior do que o essencial. Posição social, formação acadêmica, relacionamentos influentes entre outros.

Quando o profeta Samuel foi enviado por Deus para ungir o futuro rei de Israel esteve diante de uma situação em que os aspectos exteriores falavam muito em um possível candidato, Eliabe, o filho mais velho de Jessé. Porém, a advertência divina foi específica quanto ao que importa aos olhos de Deus: Deus não vê como o homem, pois ele olha para o coração, a sede do nosso ser, afetos e motivações, enquanto nós, facilmente nos deixamos convencer por aquilo está somente ao alcance dos olhos.

Este relato bíblico nos ensina ao menos duas preciosas lições quanto aos nossos relacionamentos. A primeira diz respeito aos que estão à nossa volta, quando valorizamos ou nos afastamos somente pelo que aparentam, pelo que têm ou ostentam. A segunda se refere a nós mesmos, quanto ao que buscamos ou com o que nos importamos, ou seja, com que alimentamos o nosso coração, o que realmente importa diante de Deus.

Extraído do livreto Cada Dia – 02/02/22

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

UM INIMIGO INVISÍVEL

 

De onde procedem as guerras e
 contendas que há entre vós?” (Tiago 4.1a).

O ser humano, de modo geral, enfrenta diariamente um campo de batalha em seus relacionamentos. Isso acontece em casa, no trabalho, com os parentes, no mundo político e entre países. Logo, é mais do que legítimo perguntar sobre a origem destas contendas que existem entre nós. As razões dadas são as mais diversas e frequentemente a responsabilidade é posta sobre o outro.

É verdade que por vezes somos arrastados para conflitos que não desejávamos, no entanto, a pergunta permanece e não é sobre quem é o culpado e sim sobre a origem, pois esses conflitos são desdobramentos e estamos falando sobre causa e não resultado. Como resposta, o autor bíblico é assertivo em seu diagnóstico: dos prazeres que militam na nossa carne. Aliás, no início da mesma carta ele já havia falado sobre a cobiça que em todo o tempo busca nos atrair e seduzir.

Essa constatação nos redireciona para uma das guerras mais difíceis e um dos inimigos mais sutis que podemos enfrentar, que somos nós mesmos, ou melhor, que habita em nós, independentemente de quem seja o agressor ou a vítima. Tiago aponta como a origem de todas as contendas e guerras os nossos desejos pecaminosos, a quem ele denomina genericamente como cobiça. Esse é o nosso maior e mais difícil inimigo a quem devemos declarar guerra.

Extraído do livreto Cada Dia – 01/02/22

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

NÃO PROFANE O DIA DO SENHOR

 

    “Contendi com os nobres de Judá e lhes disse: Que mal é este que fazeis, profanando o dia de sábado?” (Neemias 13.17).

O povo de Judá, mesmo depois da restauração de Jerusalém volta a transgredir a lei de Deus. Mesmo depois de terem renovado a aliança com Deus e de prometerem andar em seus caminhos, o povo volta à prática dos mesmos pecados. Uma das causas do cativeiro foi a profanação do dia do Senhor. Agora, estavam novamente cometendo o mesmo delito. O povo estava pisando os lagares no sábado e trazendo seus produtos para serem vendidos em Jerusalém no dia de sábado.

Até mesmo os estrangeiros residentes em Jerusalém estavam vendendo suas mercadorias aos filhos de Judá no sábado. Neemias contendeu com os nobres de Judá acerca dessa profanação do sábado. Neemias mandou fechar as portas da cidade antes do sábado para que os comerciantes tivessem seu intento frustrado. Assim, esse mal foi estancado e o dia do Senhor deixou de ser profanado.

Deus nos ordenou trabalhar seis dias e descansar no sábado. O sábado judaico aponta para Cristo, o nosso verdadeiro descanso. O povo cristão observa o primeiro dia da semana, pois no domingo Cristo ressuscitou, a igreja apostólica se reunia para adorar e celebrar a Ceia, o Espírito Santo foi derramado e o Senhor apareceu a João na Ilha de Patmos para revelar as coisas que devem acontecer. Você tem observado o dia do Senhor para deleitar-se nele?

Extraído do livreto Cada Dia – 31/01/22